4 de julho de 2008

Coisas que não se explicam

O título já diz tudo. Exemplos? Inúmeros. Eu tenho muito disso. Na hora que conheço alguém, a troca de energia é inevitável e se (como se diz no popular) o meu santo não bater, não adianta, não bate mesmo. Porém, quando a "coisa está na mesma linha", sai da frente.

É incrível como que apenas em um olhar, a gente pode entender o que a outra pessoa quer dizer. Com um olhar, a gente pode sentir o que a outra pessoa tem. Com um olhar...a gente conquista!
Quem já não ficou com alguém várias vezes e, até o momento, nunca conheceu de verdade quem é "essa" pessoa? Em outras situações, nem é preciso beijar para entender o que o outro lado tem a nos dizer.
Realmente são coisas que não se explicam, elas são vividas, o que é bem diferente.

Como é bom saber que eu tenho isso com pessoas especiais.. Essa troca de energia pura, sincera, de alma. Com outras, a troca é mais intensa, o que não deixa de ser "de alma" também. Você deve estar se perguntando quem são essas pessoas, certo? Se você me conhece, sabe de quem estou falando!!! (Charadas de uma madrugada de sexta-feira).

29 de junho de 2008

Atitudes x Palavras

O sonho perfeito de um final de semana seria acordar cedo e ir ao centro com a mãe para comprar várias roupas novas; perder as horas no cabeleireiro; jantar no melhor restaurante da cidade e depois cair na noite e conhecer O cara. Pois bem, na hora que aquele "deus grego" está te olhando, dançando que nem o Justin, todo arrumadinho, passa de tudo na cabeça: "-Nossa, ele tá tri me querendo, vou olhar".

Daí a gente fica olhando, olhando, olhando e NADA!! Vamos imaginar que ele é tímido, mas então porque ele olha tanto??? Na verdade, o que realmente falta nesta criatura quase divina é uma coisa chamada atitude. Ele pode ser o Cauã Reymond, mas se não fizer nada, o que adianta?? Mesmo que o cara não queira ficar contigo, mas para um bate-papo rápido na noite até rolaria.


Esta historinha é para ilustrar as diversas situações que acontecem quando a falta de atitude torna-se (sempre) um problema. Uma pessoa que sabe bem o que quer mas que não corre atrás é um fracassado. A pessoa que tem atitude demais, passa muitas vezes por prepotente. Eu prefiro ser assim, prepotente, sabe porque...por que pelo menos, eu tentei.


Tentei ganhar o gato, tentei um emprego, tentei uma viagem, tentei uma oportunidade. Aliás, não deixe que só as palavras lhe sirvam de consolo..Alie atitude com palavras, até porque o resultado final será muuuuuuuito melhor, não é vero???

1 de junho de 2008

Felicidade real

Assim como a vida, meu blog é feito (exclusivamente) de momentos: felizes, engraçados, tristes, fossas, abençoados, sortudos. Relendo tudo que passei neste 1 ano, vi tudo o que passei e o que aprendi. Um dia era a apreensão da entrega do TCC; outro sobre minha defesa; outro sobre os frutos colhidos pós faculdade. Confesso que senti uma alegria TÃO grande dentro de mim que apagou, por completo, o sentimento que estava me consumindo no últmo post.

Ô palavrinha bem bonita essa..felicidade. Feliz é de quem consegue estampa-la sempre no peito, como se fosse tatuagem. Feliz de quem sabe o real sentido dela e o vive como se o mundo fosse acabar a qualquer minuto. A "Martha" escreveu um texto chamado "Felicidade Realista", onde de milhares de letras, vírgulas e pontos, ela apenas quer dizer que a felicidade é uma coisa tão simples e que nós a transformamos ou em um monstro gigantesco ou em um belo de um anjo.

As coisas que me fazem ou me deixam felizes é um assunto para outra ocasião. O registro, hoje, é saber ser FELIZ!!!!!

"[...]E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.

Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.

[...]É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.

Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo."
Trechos de "Felicidade Realista - Martha Medeiros"

30 de maio de 2008

Arrependimento

1. Ação ou resultado de arrepender-se; 2. Remorso por um mal cometido; 3. Mudança de opinião ou de atitude em relação a fatos passados; 4.Contrição sincera pela incorrência em pecados, a serem redimidos pela prática do bem.

Esta é a definição do dicionário para a palavra arrependimento, porém, na vida real essa tem outros milhares de sentidos. Desde que me conheço por gente, arrepender-se de algo era uma atitude feia porque se me ‘arrependi’ por alguma ação, é que boa coisa eu não deveria ter feito. Hoje, vejo que não é nada disso. A velha frase “só me arrependo do que não faço” é válida em muitos casos em minha vida. Sabe quando você diz: “ah, eu fiz e faria tudo de novo” ou “lógico, a gente tem que falar mesmo, senão o remórcio pega e aí....”. Bem, tudo isso é verdade e eu já passei por tantas provas que sei bem o que é sentir tudo isso no coração.

A questão aqui é de arrepender-se por ter feito alguma coisa, ou melhor, ter dito. Quando o sangue sobe à cabeça, a gente “vomita” tudo o que quer (sempre) sem pensar. Quando a gente sabe que vai falar coisa demais e fala mesmo assim. Quando a gente não escuta a intuição. Quando a gente acha que fazer tudo o que está ao nosso alcance para se sentir bem, mas não enxerga o “outro” lado. Depois de tudo isso, quando a angústia bate no peito...sai da frente.



É mais ou menos assim que estou agora. Arrependida, angustiada, meio sem chão. São tantas coisas, tantas situações, tantos arrependimentos. Arrependimento de não ter falado mais; arrependimento de não ter feito; arrependimento de não ter pensado melhor; arrependimento de não ter falado nada.

São tantos que o melhor que tenho a fazer é sentar no sofá com a panela de negrinho, o edredom e o lencinho e assistir um belo filme romântico para que eu consiga, de uma vez por todas, colocar TODOS estes arrependimentos pra fora e me livrar desta palavra que hoje, não irei me arrepender de mandar para bem longe.

24 de maio de 2008

Uma escritora chamada Clarice

Admiro as pessoas que fazem das palavras um meio de sobrevivência. Outras buscam nestas palavras conforto, conselhos, esperança. Parece meio clichê, pois escolhi esta profissão para mim e tiro o chapéu (mesmo) aos que o fazem assim também. Hoje venho falar de uma mulher que, confesso, nunca li nenhum de seus livros, mas a conheço por seus pensamentos em perfis de orkut´s e frases nos msn´s da vidinha.

Clarice. Resolvi ir mais a fundo e descobri - para minha surpresa - que, esta mulher a qual julgava ser "produto nacional", veio diretamente da Ucrânia, onde logo em seguida tornou-se uma brasileira "arretada" (criou-se no Recife). Algumas obras conhecidas são: A Hora da Estrela; Laços de Família; O Lustre e uma infinidades de crônicas e livros que, prometo, lerei.

Clarice. Pessoas como ela não precisam usufruir de sobrenome para que se saiba de quem estamos falando. Se falo Martha, logo vem Medeiros; se digo Gisele, Bündchen "grita" em meus ouvidos. Clarice, neste caso, vem acompanhado de Lispector. A frase que ilustra o post resume o que quis dizer no primeiro parágrafo, até porque, o blog foi feito para "ensaiar" o meu futuro, não é mesmo??


"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Clarice Lispector

11 de maio de 2008

O verdadeiro espírito do Dia das Mães

Sábado, 5h40min, estou chegando em casa e me deparo com uma cena nada normal em minha calçada: um pano vermelho, um pedaço de papelão e um cachorro deitado sob a noite fria e estrelada de Pelotas. Até então, nada de mais, se não fosse a maneira como fui acordada por minha mãe, às 9h15min, com a seguinte frase: 'Carol, abre a janela e olha uma coisa!'. De repente, ainda meia zonza, levantei (meia contrariada) e olhei. O suposto "cachorro" era uma cadela que acabara de dar à luz a oito lindos filhotes :)

Juro que fiquei sem reação vendo aquela cena de amor e força daquela cadela que, horas antes, dormia na minha calçada e, agora, era mãe daquelas criaturinhas. Na ansia de ajudar, minha família toda se mobilizou: minha mãe ligou para a veterinária dos nossos cachorros; meu pai ligou para o canil da cidade que, para variar, ninguém atendeu. O jeito foi descer e, com a solidariedade de alguns vizinhos, conseguiram colocar os filhotes e a cadela dentro de uma caixa para se abrigarem.


Naquela bela manhã ensolarada, com sono e frio, fiquei a observar da minha janela a reação da "mãe" cada vez que alguém tentava chegar perto da ninhada. Meu pai foi um deles e, em um segundo, recebeu uma mordida em sinal de defesa absoluta de seus filhos. Apesar dele ter se machucado, a única coisa que me veio na mente foi que os homens deveriam aprender com os animais a como amar e defender, com unhas e dentes, as pessoas que amamos, porque se assim fosse, não teríamos tantas "Isabelas" por aí e como as coisas não acontecem por acaso, hoje, é Dia das Mães, então, fica aqui esta bela lição de vida nesta data especial..coisas do Cara lá de cima, vai entender!!