A vida parece, muitas vezes, correr mais do que o próprio relógio. Muitos vivem escravos daquele pequeno aparelhinho com dois ponteiros que podem deixar qualquer um maluco. Ultimamente me encaixo mais na primeira frase. Na última semana, em que tantos fatos aconteceram, resolvi esquecer do tempo, daquele tempo do relógio e não o do aprendizado. Convoquei duas pessoas especiais para esquecerem do 'tempo' comigo e fomos ao teatro. AHHH, o teatro.
Por incrível que possa parecer, minha cidade tem dois magníficos teatros e justamente para o que estes foram construídos, é o que menos os pelotenses podem apreciar. A peça: Simplesmente Eu. Clarice Lispector. Monólogo escrito e dirigido pela atriz Beth Goulart. Por uma hora assisti no palco do teatro mais antigo do Brasil em funcionamento a minha escritora predileta..ali, vivinha da silva. SIM! A mulher responsável pela frase de abertura do Bubble estava naquele palco, contando suas experiências, angústias e as aventuras de ser escritora.
Simplesmente tudo de bom, pois o relógio naquele momento, era o objeto mais inútil para mim. O tempo congelou do lado de fora do teatro e pude mergulhar em um mundo que, sinceramente, poderia ficar imersa por muuito mais tempo. Como já ouvi uma vez: "simplesmente tudo, totalmente completa". É assim Clarice.
