24 de maio de 2008

Uma escritora chamada Clarice

Admiro as pessoas que fazem das palavras um meio de sobrevivência. Outras buscam nestas palavras conforto, conselhos, esperança. Parece meio clichê, pois escolhi esta profissão para mim e tiro o chapéu (mesmo) aos que o fazem assim também. Hoje venho falar de uma mulher que, confesso, nunca li nenhum de seus livros, mas a conheço por seus pensamentos em perfis de orkut´s e frases nos msn´s da vidinha.

Clarice. Resolvi ir mais a fundo e descobri - para minha surpresa - que, esta mulher a qual julgava ser "produto nacional", veio diretamente da Ucrânia, onde logo em seguida tornou-se uma brasileira "arretada" (criou-se no Recife). Algumas obras conhecidas são: A Hora da Estrela; Laços de Família; O Lustre e uma infinidades de crônicas e livros que, prometo, lerei.

Clarice. Pessoas como ela não precisam usufruir de sobrenome para que se saiba de quem estamos falando. Se falo Martha, logo vem Medeiros; se digo Gisele, Bündchen "grita" em meus ouvidos. Clarice, neste caso, vem acompanhado de Lispector. A frase que ilustra o post resume o que quis dizer no primeiro parágrafo, até porque, o blog foi feito para "ensaiar" o meu futuro, não é mesmo??


"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Clarice Lispector

2 comentários:

Maria Tereza disse...

Tem uma frase que gosto muito do único livro que li de Clarice Lispector, A Hora da Estrela, sendo que este é o único livro em que ela escreve com um pseudônimo masculino (essa ainda é uma das memórias do cursinho!!!), mas acho que essa frase ilustra o pouco que conversamos ontem à noite no msn. Aí vai:

"A melhor maneira de obter é esquecer"

Cofesso que toda vez que cito essa frase as pessoas se assustam com minha opinião. Mas quer saber, adoro essa frase e a interpreto de modo que não é pensando diariamente naquilo que queremos que vamos obter tal coisa, mas não adianta fixarmos nossas idéias se não agirmos. Além disso, acredito que "desopilando" um pouco de certas coisas consigos obtê-las. Já te falei uma vez e volto a repetir. Por mais que eu não acredite em destino, acho que o que é pra ser nosso será, pois então Carol, aproveita a frase desta escritora que por coincidência, destino (?) aqui te exponho...coincidências a parte, escrevestes sobre esta autora na mesma noite que expuseste uma de tuas angústias para mim, então minha amiga... A melhor maneira de obter é esquecer.


beijão.


Te amo e te cuida!

Ps: aqui vai uma palavra que os japoneses adoram usar para estas situações da vida, em que estamos buscando nosso caminho ou simplesmente vamos fazer uma prova, coisa parecida com quebre a perna, mas mais profundo: GAMBATTE!!

FABIH CALDAS disse...

nem vou comentar nada.
a maria tereza falou e disse.

Ah eu só posso acrescentar uma coisinha que aprendi com o péssimo Schopenhauer: "desconsiderar é ganhar consideração".

É claro temos que saber como usar isso, com quem e quando. Dosar. Mas é mais ou menos como "esquecer para obter" em alguns dos casos.

Tem vezes que temos que simplesmente desconsiderar e esperar o que é nosso por direito.

tbm te amo.
beijo enorme