21 de julho de 2011

The Remedy

Apesar de trabalhar com comunicação, sou tímida. Quantas vezes deixei de perguntar alguma coisa por causa da minha 'vergonha'. Apesar de tudo, consigo me expressar 100% melhor com as palavras escritas em um pedaço de papel, em uma mensagem, em um texto.

Gosto de conversa franca, jogo limpo mas quando coloco as palavras no papel, parece que o quero dizer fica muito mais claro, faz mais sentido e fica ainda mais bonito. O blog serve para isso e hoje venho compartilhar uma história que, mais uma vez, chega até mim por meio de música. Música essa que conforta, alegre, apaixona e cura.

Há 10 anos surgiu nos Estados Unidos um cara chamado Jason Mraz que, como qualquer pessoa, lançou seu primeiro álbum em busca de reconhecimento. Há dois anos conheci melhor o trabalho dele o qual admiro e sou fã. A música com seus poderes, faz despertar sentimentos bons e uma música, desde do princípio, fez isso comigo por causa de uma frase: 'I won´t worry my life away', ou seja 'eu não vou me preocupar.'



O nome dela é 'The Remedy (I won´t worry) ", (O Remédio) e justamente um dia antes de uma data especial, achei uma entrevista do Mraz contando a história desta música. Uma vez outro artista que gosto disse que música nada mais é do que histórias que vivemos ou gostaríamos de viver e que queremos compartilhar com o mundo. 'The Remedy' foi uma prova de amizade que Jason achou de presentear o amigo chamado Charlie Mingroni. Eles se conhecem desde a infância e Charlie, em plena adolescência, descobriu um câncer raro. Para provar que ele e as pessoas em sua volta iriam superar tudo isso, Mraz escreveu a música para dizer ao amigo que "então brilhe essa luz sobre seus amigos, porque isto se soma a nada no final."


O texto de hoje é uma forma de homenagear todos os meus AMIGOS. Amigos que eu sempre digo que amo, amigos que considero irmãos. Assim como Jason fez, espero que cada um que sabe o quanto significa para mim, entenda que amizade não é um presente, é um DOM que Deus nos dá por encontrarmos pessoas tão diferentes e ao mesmo tempo iguais a nós, que nos dão o privilégio de ter por perto e considerar como parte da família.

Ano passado escrevi no 8=1 o que é amizade para mim. Para todos os meus IRMÃOS, também ofereço a música do Jason como prova da força de uma verdadeira AMIZADE!


Em resumo, Charlie ficou curado e a amizade desses dois me emocionou.

14 de julho de 2011

A utopia de viver

Sabe quando uma palavra soa bem? Quando alguém diz aquelas letrinhas com sentido que caem como uma luva? Tenho uma que, para muitos, é sinônimo de ilusão. Utopia. No meu 'universo' nada mais é do que um sonho 'um pouco maior' da minha realidade, mas não impossível de ser realizado. No sentido denotativo é definida como 'local ou situação ideal onde tudo é perfeito. Frequentemente a palavra é empregada para designar sistemas ou planos de reformas considerados pouco práticos ou irrealizáveis.' É...ainda bem que no conotativo a história é outra.(pelo menos para mim).

Como boa aquariana que sou, minha mente viaja anos luz à frente e faz com que eu projete exatamente o que quero, o que desejo, o que preciso para algumas horas e/ou para alguns anos. Ruim? Que nada...Foi com esse espírito 'utópico' que conquistei muitas coisas e não há dinheiro no mundo que pague a sensação de quando algo que sonhei realmente sai da 'caixa colorida' como já escrevi por aqui.


Como boa aquariana, gosto de pensar que o meu mundo imaginário irá virar realidade. Que meu desejo louco de conhecer o Egito será realizado. Que irei ficar cara a cara com o John Mayer, que serei a apresentadora do 'Top 10', que passarei férias no Caribe. Que vou reunir todos os meus melhores amigos do tempo do colégio novamente...

Esta utopia me faz acreditar que a cada amanhecer, tenho a chance de tentar realizar pelo menos um desses desejos (ou parte deles). Que posso buscar do meu jeito, algum meio de dar certo. Coisa bem boa que me permito ser assim, meio utópica demais, louca demais, sonhadora demais. Clarice Lispector disse que certa vez 'estava doidamente mais feliz' e é por aí que meu caminho trilha...na minha utopia cada vez mas feliz.

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar." Eduardo Galeano.

1 de julho de 2011

Who says?

Minha paixão quase descontrolada por música me proporcionou um encontro mais apaixonante ainda com um cantor absurdamente perfeito. John Mayer, um americano que tem tirado meu fôlego constantemente com suas apresentações arrasadoras no violão, na guitarra e nas letras bem reais, nas quais muitas, acabo me encontrando por ali, em alguma linha, cantada com extrema perfeição por esse moreno. Deixando os suspiros de lado, o assunto na verdade é uma música em especial (entre tantas) que está martelando com uma frase: "who says I can´t?"



A música é sobre ele estar sozinho em seu apê em New York, pensando sobre as coisas da vida e com a questão "quem disse que eu não posso?" A frase em inglês soa muito bem aos meus ouvidos e é o que tenho vivido desde que deixei o Mayer ser a minha trilha sonora neste momento tão bacana da minha vida. Quem disse que eu não posso fazer o que tenho vontade? O que quero dizer? Quem disse que eu não posso correr atrás das minhas utopias ou simples desejos. Quem disse que eu não posso?

Muita coisa tem vibrado nesta frase para mim e olha que tem sido bem positivo, já que aprendi a não deixar algumas coisas atrapalharem esta 'vibe' boa que anda em minha volta. Vai ver é porque permiti isso...

Em uma entrevista, John fala que a música 'Who Says' é para aquelas pessoas que quando olham para você e dizem: "Por que você está usando esta roupa?"Ao invés de você se olhar, diga: "Eu? Eu sei o que estou usando, mas e você..porque está usando isso?" Segundo ele, nunca mais aquele ser irá tentar te colocar para baixo, dizer que 'você não pode'.


Quem disse que a vida não pode ser colorida, não sabe o real valor que ela tem. Só sei que o John me disse que eu posso ser o que quiser, que posso viver o que eu quiser, é só me permitir. Permita-se.

28 de maio de 2011

O cara

Coração na boca, pulsação acelerada. A espera, a ansiedade (boa).Tudo isso por causa de um cara. Ele não é apenas 'um', o numeral..ele é 'o', o artigo. Único, insubstituível. O sentimento platônico nunca me frustou, bem pelo contrário. Cara gente boa, cara com jeito de gente boa. Desde o princípio, acho que o fator que me encantou foi o 'jeitinho mineiro de ser' aliado com seu trabalho que me seduz, me hipnotiza..a música.



É, ele faz isso, vive de música e foi por causa dela que me encantei com o conjunto da obra, especialmente com aquele jeito desajeitado, cabelo moreno, voz boa de escutar. Na época eu era apenas uma menina, nem na adolescência estava, mas ainda bem que já tinha o gosto musical apurado e comprei seu 1º cd. Ah, que realização! Escutava dia e noite e sonhava em alguma curva da vida conhecer o cara..o meu cara. O tempo foi passando e as qualidades só aumentavam. Mais cds, mais músicas perfeitas que embalaram - e muito - a minha adolescência.







Certo dia, o sonho de vê-lo de perto foi realizado (em partes), mas as sensações eram sempre as mesmas: coração na boca, pulsação acelerada. A espera, a ansiedade (boa). Apesar de tudo, não consegui chegar tão perto quanto gostaria, para dizer que eu existia, que o admirava. Tempo vai e por mais três vezes tive a chance de ver o meu cara em apresentações memoráveis e os sentimentos? Só aumentavam.


Apesar de todas as admirações, sou uma pessoa que não me contento com pouco e sempre dizia para quem merecia escutar que, um dia, ainda iria encontrá-lo, ficara cara a cara. Mas se isso acontecesse, como seria minha reação? Nas voltas da vida, o meu sonho de menina virou realidade de adulta. Após 15 anos, realizei meu sonho da maneira mais perfeita que eu nunca poderia imaginar.


O cara é conhecido como Rogério...Eu gosto de chamá-lo de Flausino. No fim, o nome não importa, ele é 'O CARA'. Sonho desejado, sonho materializado. Não foi á toa que escrevi 'é preciso'...A culpa é toda dele. Mais do que nunca...sonhe, mas sonhe grande, alto, porque um dos meus está aqui.



"Dias de paz, dias a mais.Dias que não deixaremos para trás." Rogério Flausino.

13 de maio de 2011

O bonde

Não vivi no tempo em que se andava de bonde,este meio de transporte que, na minha opinião, tinha uma magia ao trafegar entre as pessoas, com um charme que era só dele. Homens com seus chapéus e mulheres em seus vestidos bem rodados. De um lado para o outro, levando e trazendo pessoas para seus destinos.

O bonde fazia sempre o mesmo percurso, porém - a cada parada - as pessoas nunca eram as mesmas. Se caso alguém perdesse o bonde em determinado horário, nada de pânico, em minutos ele estaria ali para mais uma vez, cumprir seu papel, ou seja, levar pessoas aos seus destinos. É, não nasci nesta época mas gostaria de ter vivido a magia dos vestidos, da calmaria, do bonde.

Na verdade o bonde neste caso, passa sempre no mesmo lugar, o que é algo certo, concreto. Se alguém perdesse a chance de 'embarcar', em minutos, teria uma nova oportunidade de pegar carona. A vida, quase em todos os momentos, nos oferece um embarque. Em muitas ocasiões, o bonde passa e a gente, com a certeza de que ele irá passar de novo, se engana. Às vezes, o bonde que mais queríamos pegar pára na nossa frente e, por n motivios, não embarcamos na certeza de que 'outro' melhor virá em seguida.

Em muitos entrei na primeira, em outras, esperei o segundo e - por sorte - acertei na escolha. Tudo é aprendizado, nada mais do que um jogo de sorte e azar. Pena que no último que passou, eu não embarquei. Ainda estou esperando, mas se ele passar, acho vai demorar para voltar...

A única certeza é que o próximo que passar, o embarque será imediato.

26 de abril de 2011

Sorte ou destino?

“Um certo filósofo diz que nos apaixonamos para corrigir o nosso passado. É uma ideia que pode não passar pela nossa cabeça, quando vemos alguém e o coração dispara, mas secretamente, a intenção já existe: você está em busca de uma nova chance de acertar, de se reafirmar.


Seu coração apenas dá a deixa quando você encontra a pessoa com quem colocar o plano em prática. [...] A sorte como definidor do rumo da nossa vida. O acaso como nosso aliado. Você pode escolher livremente se a felicidade depende de nossas escolhas, é da sorte a última palavra”. Martha Medeiros

Por ora, nada mais a declarar.