23 de janeiro de 2012

Sem vergonha

Entre um twitter e outro, encontrei o link de um site de nome sugestivo: Casal Sem vergonha. Curiosidade gritou e logo cliquei. Site com layout bacana mas o conteúdo é que chama a atenção. Um publicitário e uma tradutora resolveram escrever sobre o assunto que todo mundo faz, mas tem vergonha de falar. 

O primeiro post que li foi "31 razões pelas quais gostamos de ser mulher". Achei divertidíssimo e passei a dar uma bisbilhotada quase que sempre pelo site. Entre posts quentes e divertidos, achei um que vale a publicação na íntegra por aqui. Na era das "mulheres frutas" onde a 'casca' parece valer muito (mas muito mais) do que o resto, este consegue mostrar que o mundo (ainda) não esta perdido para as mulheres que pensam assim como eu.


"Você pode ter passado a vida toda achando que a carne da fruta era sua parte principal. Mas, mal imaginava você, que toda a estrutura da fruta – suas cores, seu cheiro, sua poupa suculenta e seu sabor – serve apenas para proteger e nutrir a semente. Quando ela está pronta para germinar, o fruto amadurece, convidando os mortais para degustar sua carne, pedaço por pedaço, até que a semente possa finalmente se libertar e cumprir seu destino. A fruta é, ao mesmo tempo, proteção e chamariz.* Tem gente que prefere só comer a carne, e tem preguiça de comer o necessário para chegar na semente. Come o que lhe é conveniente para sua fome momentânea. Apenas o superficial. Depois joga o resto fora, mal sabendo que a riqueza da fruta, na verdade, estava escondida. 

Coincidência ou não, de tempos para cá, surgiram uma infinidade de mulheres-frutas – melão, melancia, jaca, maça. Seria uma referência quase acidental a frugalidade inerente da fruta? O fato é que, da mesma forma que a carne é apenas alimento momentâneo, a aparência, o externo, o material, também são. Muitas vezes queremos o gostoso, o momentâneo, o que mata a nossa vontade na hora. Não temos tempo nem paciência de desbravar toda a polpa para então chegar no centro. 




E pessoas passam pelas nossas vidas assim. São como ideias. Um dia ouvi que elas viajam o tempo todo pelo cosmos – se suas antenas não estão ligadas, elas passam por você direito, impiedosamente. Não há segunda chance. E assim vão navegar por outras dimensões, até que encontram uma antena ligada o suficiente para captá-las. Como o caso do namorado que termina com a moça e, ao perceber que alguma outra antena a captou, se desespera, corre atrás, persegue – mas não há volta. As oportunidades pertencem a quem desejam-as suficientemente para possuí-las – e para os que tem coragem de desbravá-las."

#fato.

31 de dezembro de 2011

Axé

Último dia de 2011. Momento clichê que muitos acham cafona. Hora de desejar coisas boas para quem amamos, hora de pedirmos coisas boas para o Cara lá de cima. Para muitos, é só mais um dia que começa. Para mim, muito mais do que isso. O início e fim de um ano representam o fim de um ciclo que a gente - SEMPRE - aprende algo de bom e de ruim. Se eu pudesse definir, de dez coisas que me aconteceram neste ano, nove foram ótimas e uma mais ou menos. 2011 eu cumpri quase todas as coisas da lista de que fiz no mesmo período. (por sinal, adoro estas listas, nos fazem andar na linha, não esquecer do compromisso que fizemos para nós mesmos). Acredito que devo ter decepcionado alguém, mas tenho certeza que fiz muitas felizes. Descobri uma Carol madura, que quando tinha alguma ideia, não pensava muito, ia direto concretizá-la, ou pelo menos eu tentava.

2011 realizei três grandes sonhos e aí estão: conheci o Rogério Flausino;



Conheci algumas cidades de Minas Gerais;


Serei dinda novamente.



Além destes, após 11 anos revivi minha adolescência e assisti mais uma vez os irmãos Hanson em solo gaúcho (desta vez cara a cara).



Minha irmã entrou na faculdade; meu pai se formou na faculdade. Fiquei mais próxima da minha família, ganhei mais amigas verdadeiras, reforcei laços de amizades. Sonhei - e como sonhei -alto, longe e quando menos pensei que as coisas pudessem acontecer, elas foram se apresentando, uma a uma, no seu devido tempo e lugar e aqui cabe todos os tipos de 'nichos': profissional, pessoal e familiar.

Que ano maravilhoso. Em 2009 escrevi que 2010 seria o meu ano 10 e foi de fato e de direito. Em 2010, disse que 2011 deveria 'humilhar' o velho ano nas coisas boas e foi de fato e de direito. Agora eu digo: 2012, o melhor ano da minha vida. E tenho dito, pois estou de braços abertos para receber aquilo que eu mereço: saúde, pessoas de bem ao meu redor, firmeza no trabalho e claro, a felicidade naquilo que todo mundo deseja para si. Axé. Que assim já é.


16 de novembro de 2011

Eu te desafio

Sabe quando a gente escreve, escreve, escreve e exatamente aquilo que você queria falar cai na sua frente? Sem tirar nem colocar mais nada, é isto. Cartas na mesa, jogo limpo. Essa aí sou eu, em cada centímetro de palavras, em cada nota desta música.


"Você está na minha cabeça
E eu adoro mais a cada dia
Me perco no tempo,
Só pensando em seu rosto,
Só Deus sabe por que levou tanto tempo para esquecer minhas dúvidas
Você é o único que eu quero,

Eu não sei por que eu estou com medo,
Eu já estive aqui antes,
Cada sentimento, cada palavra,
Já imaginei tudo,
Você nunca saberá se nunca tentar,
Perdoar o seu passado e simplesmente ser meu,

Eu te desafio a me deixar ser sua, única,
Juro que valho a pena,
Você me abraçar em seus braços,
Então venha e me dê uma chance,
Para provar que eu sou a única que pode trilhar esse caminho,
Até o final começar,

Se eu estive na sua cabeça,
Você se prende a cada palavra que eu digo,
Perca-se no tempo,
Com a menção de meu nome,
Será que um dia eu saberei como é ficar perto de você,
E fazer você dizer que irá comigo para onde eu for?


Eu sei que não é fácil desistir do seu coração,
Ninguém é perfeito

Acredite, eu aprendi
Ninguém é perfeito

Então venha e me dê uma chance,
Para provar que eu sou a única que pode trilhar esse caminho,
Até o final começar."

24 de outubro de 2011

De mãos dadas

Pela quarta vez, apago o primeiro parágrafo deste texto. 4 ideias diferentes e nenhuma com o sentido que quero expressar. Há tempos quero falar sobre dois temas bem semelhantes, mas não iguais, como muita gente os trata. Sorte. O que é ter sorte? O que é ser uma pessoa sortuda? Sorte é jogar os dados e sair os números que queríamos? Sim ou não?

O outro é o destino. Nosso destino já vem escrito ou podemos desenhá-lo como acharmos melhor? Como diria o Cazuza será que nosso 'destino foi traçado na maternidade'? Destino certo ou errado, caminhos cruzados, qual direção escolher...tudo isso está traçado no meu destino?

Eu sinto que os dois estão entrelaçados, como se um dependesse do outro. O assunto rende, mas não quero filosofar, quero apenas colocar o que está aqui na minha cabeça martelando...Sorte é ter amigos que te amam pelo que és, do jeito que és. Sorte é levantar todo dia e ter o mundo para desbravar (e esse mundo é a convivência em família, no trabalho). Sorte é saber que tem tanta gente que nos ama, do nosso lado, que acreditam na nossa pessoa. Destino é dobrar a esquina e dar de cara com a pessoa que te olhou diferente e mexeu. Destino é amar 'aquela' pessoa.


Assim como várias coisas que andam juntas, o meu destino é recheado de sorte e a minha sorte é que meu destino é totalmente a minha cara. Gosto das surpresas que ele me apresenta, dos desafios que chegam sem avisar e aqueles que eu mesma procurei enfrentar, sem pedir licença. Minha sorte é ter força e atitude para encarar e/ou viver o que o meu destino propõe.

Posso mudar o caminho? Claro. Tenho meu livre arbítrio, mas como sou muito fã da minha intuição, gosto de ouví-la, mesmo quando ela 'sopra' coisas que eu não gostaria. Posso mudar minha sorte? Claro, posso ser a sorte de alguém. Posso mudar meu destino? Claro. Posso ser o destino de alguém, mas para isso, preciso tentar, me permitir.

Certo dia, alguém me disse as seguintes palavras. "É Carolzita, essa é a vida, fazer o que né? O que seria de todos nós se tudo isso fosse fácil e simples. E a graça? Não existiria certo? Sofrer faz parte, é a nobre arte da vida...sofrer e amar, dois sentimentos que andam juntos,mas são exatamente os opostos." Nada melhor para pensar sobre o que será que a gente quer...ter um destino perfeito, recheado de coisas perfeitas, ou a sorte de poder mexer no destino e viver a graça da vida?

That´s all folks.

13 de outubro de 2011

Edge of Desire

Palavras me encantam. Atitudes me fascinam. A união desses elementos me remetem para uma coisa: música. Unir palavras com uma melodia perfeita me hipnotizam e despertam diversas sensações e um sentimento. Palavras tem poderes. Atitudes trazem o pó mágico para as palavras caírem como uma luva em certas situações, em certos lugares.

Palavras. Ditas na hora certa...bingo. Ditas na hora errada...bingo também. Elas têm que serem ditas na hora em que a gente achar a mais certa, é só seguir o tal 'feeling'. Atitudes. Feitas na hora certa...bingo. Feitas na hora errada...bingo também. Elas têm que acontecerem na hora em que gente julga a mais certa, é só seguir o tal 'pressentimento', sabe?



Uma coisa anda de mão com a outra, senão, cadê a graça dessa vida? As palavras e a melodia desta música me trazem uma certeza...que palavras e atitudes devem ser ditas e aplicadas na hora que eu julgar a certa. Bingo.

3 de outubro de 2011

Permita

Permita sentir. Permita que a emoção fale um pouquinho mais alto que a razão. Permita fazer aquilo que vem em primeiro lugar na mente, a vontade própria. Permita realizar o desejo, o seu desejo. Permita curtir cada segundo de um olhar, um momento, o momento. Permita sentir aquilo que está ali na sua frente, ao seu lado. Permita que a dúvida saia sem dar satisfação e não permita que ela volte. Permita viver aquilo que sempre teve curiosidade, mas ainda não havia aparecido a oportunidade. Permita ser o que você é. Permita que a sua essência seja apreciada.

Permita. Permita que tudo isso chegue em você para ficar pelo tempo que for.


Mas para isso, você precisa - apenas de uma coisa - se permitir.