31 de dezembro de 2013

O texto para ele.

Desde que resolvi expor meus 158 pensamentos para o mundo, os temas foram os mais diversos possíveis e entre tantos desabafos, sonhos e até utopias, nunca escrevi um texto com o chamado "endereço certo". Se quero falar para alguém, acredito que fazer pelo mundo virtual não seja a melhor alternativa, mas hoje, resolvi deixar todo e qualquer tipo de julgamento de lado e meu centésimo quinquagésimo nono tem nome e sobrenome.

Certo dia ouvi dizer que "sem cair, o ser humano não levanta". Algo óbvio, porém com um sentido bem definido. Se caímos é porque algo se atravessou em nosso caminho, ou de afobados, não vimos a pedra. Quando isto acontece, a primeira reação seria levantar rapidamente, para ninguém nos ver, mas comigo, foi diferente. Eu caí e nisso, muita coisa veio á tona e ao invés de levantar, sentei...e pensei.

Pensei porque caí. Busquei as respostas mas de imediato não as encontrei. Pensei, chorei, refleti. Fiquei sentada e vi as coisas acontecerem. Vi o mundo girar, o sol nascer, adormecer. Senti a chuva, o vento, o frio, o calor, a solidão, a multidão e mais perguntas insistiam em aparecer. Nesse meio tempo, a resposta foi querendo dar a sua graça, devagar é verdade, mas não importa, ela veio e com ela, também devagar, foi trazendo outras respostas.

É, hoje o meu desabafo vai para ti. Aliás, não posso e nem quero ser injusta, pois me proporcionastes muitos momentos de extrema felicidade, de paixão, de calor e de amor...muito amor. Uma vez bem ensinada a lição, não esquece-se fácil mas no meu caso, fui exceção a regra. 

Cai sem vergonha de ser feliz e olha, venho aqui para agradecer. As lágrimas que insistem em cair agora, juro, são de alegria por ter vivido e sentido tanta coisa. Preciso agradecer as horas em que passei sentada buscando as respostas e quando elas finalmente começaram a aparecer, fui ganhando forças e principalmente coragem para levantar e mudar. Mudar o jogo,o destino, o meu destino. Me colocastes a prova de tantas coisas, de outras pessoas, mas eu não tinha a real dimensão de quem eras e o que querias me ensinar de fato, mesmo tendo me derrubado.

Esse texto tinha que ser para ti que muito mais me ensinou do que decepcionou. Muito mais me retribuiu com carinho e amor do que eu com atitudes,acredito.Muito mais...muito mais. 

A palavra para ti, que acredito que saibas que este texto é para si, é apenas uma: obrigada. Se me libertei de um montão de coisas, se sou uma mulher mais forte, determinada e corajosa, é graças a ti. 

Já que meu texto tem nome e sobrenome, faço questão de compartilhar por aqui: Ano de 2013.

Se me tornei tudo isso, é porque tenho certeza que 2014, que está aqui na minha porta, vai entrar com toda luz e força para ainda mais viver a minha vida com vontade e principalmente, sem medo de ser FELIZ.




Obrigada 2013. Vem 2014, a tua vez de me ensinar muito mais sobre a vida, as pessoas e os sentimentos chegou.

13 de outubro de 2013

Um dia após o outro

O sol nasce, se põe, nasce de novo, põe-se novamente. O mundo nunca pára, gira na sua velocidade, mas não pára, continua, caminha. O sol que acorda e dorme todo santo dia desde que o mundo é mundo só vai parar quando..peraí..parar? Se tem uma coisa que jamais vai parar é isto..o mundo. O meu mundo. O sol vai nascer e adormecer sempre, eu querendo ou não. O meu sol vai nascer com toda força, energia, calor, beleza e imponência digna de um rei. Irá dar lugar a sua rainha, a Lua, enquanto descansa para no outro, voltar com tudo.

Um dia após o outro, muitas coisas se repetem. Algumas rotinas se firmam mas nunca serão as mesmas. Algumas atitudes podem ser as mesmas, mas serão diferentes, sabe por que? Porque cada dia é um passo, um aprendizado, um tempo e por isto, nunca será o mesmo. O sol nasce e põe-se sempre, no mesmo tempo, no mesmo lugar, do mesmo jeito; a cada espiada no céu, ele está lá, mas diferente. Mais experiente, mais quente, mais tímido, mais exibido, mais carente, mais acanhado, mais amoroso, mais carinhoso, mais, mais, mais. A cada dia, um novo olhar sobre o mundo o qual está iluminando, e por consequência, as pessoas que estão recebendo esta luz, todo dia, também mudam..evoluem..crescem..caminham. Algumas até tentam andar, mas travam com medo do que pode estar ali, no outro dia, na outra esquina, na outra página do seu livro. 

O sol que para mim é uma das formas mais 'vivas de vida', me abraça, me aquece, me dá energia para acordar todo novo dia e quando digo novo é exatamente isto: no-vo. A novidade que estará estampada na outra esquina, na outra página do livro. Nos passos do dia podemos cair, nos chatear, ganhar um olhar, um simples e afetuoso sorriso. O sol é a prova de que mesmo depois de um temporal, de nuvens cinzas, carregadas de raios e água, de energia forte, brava, quase quando ficamos com raiva ou mágoa de alguém ou alguma situação, ele volta, aparece entre as nuvens brancas, limpas e leves, brilhando com 'força, energia, calor, beleza e imponência digna de um rei'. 

Não adianta querer apressar as situações, as pessoas, os destinos. Não adianta apressar o sol para ele aparecer. Ele tem o seu tempo para brilhar, seu tempo para descansar e começar tudo de novo. Ele tem, sempre, uma nova chance de começar o dia diferente, com a mesma essência, mas diferente. Um dia após o outro serve para aquilo que foi bagunçado, mexido, contorcido, volte..talvez para o lugar que estava, mas também para um novo, mais confiante, mais certo, mais seguro. Assim como o sol, que por vezes se esconde, sabe-se que ele está ali, nos observando, mesmo que de longe e na hora certa, ele volta e brilha, e enche o meu peito de esperança de que SEMPRE, um dia após o outro é o passo mais certo que damos nesta escola chamada vida.

"Pra começar
Cada coisa em seu lugar
E nada como um dia após o outro."



14 de agosto de 2013

É preciso. Parte II.

Jogar os pensamentos em um teclado pode parecer simples, mas não. É preciso coragem. É preciso ter consciência que estes chegarão a uma, duas, mil pessoas e que umas destas não queríamos que soubesse o que está se passando por aqui, porém, após apertar o 'enter', já era. Digitar até fazer bolha na ponta dos dedos, que a letra se apague, de ficar com dor nas mãos. A vontade é tanta de descrever o que está na mente que os itens acima não tem importância..a dor compensa. (diga-se esta dor, as outras não).

Pensamentos que de tão intensos, sufocam, por vezes me deixam zonza. Dúvidas, perguntas, perguntas sem respostas, outras com resposta feita.O fato da cabeça pensar quase que na velocidade da luz é sinal que o coração está inquieto, mas busca resposta (o quanto antes). Como diria meu conterrâneo Esteban Tavares, "preciso aproveitar o que se passa na minha cabeça", buscando a melhor forma para as coisas acontecerem. Para completar, sou bem meu signo, uma aquariana que quer as coisas para hoje, nunca para o ontem nem para o amanhã. Costumo dizer que passado e futuro não existem, somente o agora. O meu agora é neste instante, bem hoje. O ontem está muito distante e o futuro..quem garante que ele vai chegar? Por isso, não gosto de ficar esperando ver no que vai dar, o hoje é o que - de fato - importa.

Jogar os pensamentos em um teclado pode ser uma forma de eu mesma entender o que estou pensando. Aqui, consigo 'ler meus pensamentos'. Parece redundante, mas não é. Funciona quase como um espelho; consigo sentir o que está me incomodando, o que me deixa sem ar, o que enche minha vida de motivos para cada dia caminhar ainda mais forte.

Jogar os pensamentos em um teclado é uma das provas que sou movida por sentimentos e se estou aqui, é para aprender a lidar com milhões de situações, de pessoas, de palavras, de atitudes. Aprender a conviver com o meu hoje e o hoje dos que fazem da minha vida, um filme com roteiro incerto. Aprender a ser mais corajosa no sentido de não ter medo do que está atrás da cortina do próximo take do meu filme.

Jogar os pensamentos em um teclado requer coragem, mas acima de tudo, algo que só eu sei e que não divido com ninguém. 

12 de julho de 2013

Pequenos gestos.

Sem precisar dizer uma palavra; sem precisar fazer nenhum gesto. Só o olhar, um olhar diz tudo. Tem gente que precisa de palavras, discursos, roteiros prontos para acreditar em alguém. Outras, precisam disso e de provas, não para o mundo, mas para si de que àquela pessoa tem algum tipo de sentimento por ela.

Sem precisar enrolar, embromar, dar a curva, simplesmente olhar. Olhar de carinho, de tesão, de paixão, de algo a mais. O corpo fala, as mãos falam, nossa postura perante quem mexe conosco diz muito, mas o olhar..ah, esse sim..mexe. Sabe por que? Ele não mente. Palavras mentem, bocas mentem, discursos prontos mentem, mas os olhos..na, na. Não é a toa que dizem que eles são a janela da alma (e de fato são).

Citei que o corpo fala e digo aqui que também é uma bela verdade. Estender a mão para alguém; abrir os braços para aconchegar alguém. Quem nunca? Se alguém nunca, não sabe o valor destes gestos que, de novo, são parte de algo chamado cumplicidade. Gesto que pode ser um bilhete por debaixo da porta, outro escondido na carteira. Pode ser um presente que, independente de tamanho e/ou preço, tem um 'valor' inestimável..só o fato de alguém ter lembrado de você em determinada situação é um gesto nobre que engloba tantos sentimentos, mas que o torna uma relíquia.

Estender a mão. Pegar na mão. Abrir os braços, sentir o abraço. Na hora em que o medo aperta, dá-se a mão. Na hora de dizer 'estou aqui', as mãos comprovam pelo toque forte. Para fazer um cafuné, para dar um abano. Para aconchegar o pescoço, para beijar com ternura. O toque suave ou intenso, que diz muito, sem precisar dizer nada.




No último post escrevi sobre o poder de falar. Falar para quem merece ouvir, para quem precisa ouvir. Um desabafo, uma confissão, uma declaração. Ai..como é bom falar..para quem merece ouvir, para quem precisa ouvir. Como é bom o silêncio para quem não merece ouvir a minha fala, para quem não precisa me ouvir. Silêncio que tortura ou acalma, depende do ponto de vista. 

O silêncio de um olhar. O olhar que 'fala' sem precisar de palavras. Palavras que comprovam atitudes. Atitudes como segurar a mão..para nunca mais largar.
  
"Gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram." Machado de Assis

12 de junho de 2013

O filme.

365 dias se passaram e com eles, um filme. Redundância dizer, mas a cada dia criamos um take do nosso filme da vida e estes últimos merecem minha fala, minha escrita, minha demonstração. "Era uma vez" foi um dos textos mais sinceros e emocionantes que compartilhei no meu diário virtual. Digo diário pois em certos momentos, penso que o que escrevo será lido e apreciado apenas por mim, à risca como nos velhos tempos em que ter um 'diário' era o tesouro de qualquer menina. O meu diário virtual tens alguns leitores e confesso que gosto de saber que meus pensamentos, desejos, anseios e semelhantes são compartilhados com algumas pessoas, algumas que conheço; outras que jamais verei, mas que "perdem" alguns minutos de seu dia para ler meus devaneios. 

Nesta segunda-feira todo este filme passou. Congelei algumas cenas, rebobinei outras, as que não gostei, passei rápido e as que marcaram, revi muitas vezes. Há um ano um novo começava e junto, misturaram-se outros 26. Ao rever este filme durante o dia, "senti milhões de sentimentos" e dois em destaque: emoção e orgulho. Este, em especial, por mim, pois conclui muitas etapas em tão pouco tempo. Orgulho por ter "sentido na pele milhões de sentimentos" (dos mais lindos aos mais doloridos) e ter 'segurado a onda'. Achei que ia cair, senti um peso nas costas que achei que não iria resistir. Pois bem, ainda bem que eu 'achei' e bem errado, porque descobri tanta, mas tanta coisa com todos estes que tornaram o meu filme de segunda-feira uma verdadeira 'história de cinema'. Drama, romance, suspense, comédia, todos estes gêneros estiveram no meu filme. 

Ah e ele tem título: 'O mundo gira'. É, ele gira, rodopia, dança. Ele se arruma, se bagunça, se perde, mas no fim, sempre se acha. Uma vez ouvi que para deixarmos a casa arrumada, cheirosa, do nosso jeito, precisávamos virá-la do avesso..colocar as cadeiras em cima da mesa, o sofá fora do lugar, arredar o armário para tirar a poeira que está no canto mais difícil da casa e tudo isso é trabalhoso, tarefa não tão fácil nem prazerosa, mas que no final, quando tudo está no devido lugar, o sentimento de dever cumprido alimenta a alma, porque é nesta hora que nos conhecemos de fato e de direito.

A minha eu sacudi, arredei, comprei alguns móveis, troquei outros, pintei as paredes com cores diferentes, troquei janelas de lugar, fechei portas, mas abri não umas, mas apenas uma nova que me levou para outro lugar e digo: valeu e muito a pena, porque o 'mundo gira'.

O 'Era uma Vez' foi uma explosão de sentimentos; o meu filme também. Segunda outro começou, segunda outro capítulo da minha coletânea teve início. Sentimentos, o que nos move, o que move o mundo. Prova disto é esta parábola. Linda, bela, pura, assim como o dia de hoje que mexe tanto com sentimentos, em especial o último.



"Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da Terra. O ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez que não suportava mais ficar à toa e a LOUCURA, como sempre louca, propôs-lhe:
-Vamos brincar de esconde-esconde?
A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou-lhe:
-Esconde-esconde? Como é isso?
-É um jogo - explicou a LOUCURA - em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem. Quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo.
O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA... A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.
Mas nem todos quiseram participar. A VERDADE preferiu não esconder-se. Para quê, se no final todos a encontravam?
A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não arriscar-se.
-Um, dois, três, quatro... - começou a contar a LOUCURA.

A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre, caiu tropeçando na primeira pedra do caminho. A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que, com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta. A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos: se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE, e assim, acabou escondendo-se em um raio de sol.
O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início, ventilado, cômodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e o DESEJO, no centro dos vulcões. O ESQUECIMENTO, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é importante. Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999,o AMOR não havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e,carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores.
- Um milhão - terminou a LOUCURA, e começou a busca.

A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus no céu sobre zoologia. Sentiu-se vibrar o DESEJO nos vulcões. Em um descuido encontrou a INVEJA, e, claro, pôde deduzir onde estava o TRIUNFO.EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.

De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e, ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem se decidir de que lado esconder-se.E assim foi encontrando todos. O TALENTO, entre a erva fresca; a ANGÚSTIA, em uma cova escura; a MENTIRA, atrás do arco-íris (não, mentira, ela estava no fundo do oceano); e até o ESQUECIMENTO, pra quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde.
Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local. A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, embaixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas. Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.
A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se. Chorou, orou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia. Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na Terra, O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha." 

1 de junho de 2013

É agora. E agora?



A hora de falar é sempre agora. A hora de fazer é sempre agora. Frejat diz que “quer agora e quer pra sempre.” É bem por aí que as coisas andam no meu mundo. Andam depressa e totalmente no seu ritmo. Danço conforme a música e gosto muito do ritmo, estilo, jeito e nome que ela tem. A hora de agir é sempre àquela que só nós sabemos e sabemos como ninguém. Conselhos são super válidos, ainda mais vindos de quem gostamos/confiamos e vice-versa.

A hora de caminhar é agora, é sempre agora. Coisa boa é saber que não sei o que vem ali, o que está na esquina. Bom mesmo é saber que o agora, é só meu. O momento, é todinho meu. Narcisa por um instante, mas é assim que as coisas vem se moldando e confesso: estou adorando.

Acredito que ser Narcisa neste instante da minha vida não é egoísmo, ego cheio, nada disso..é apenas a forma que encontrei de me sentir mais livre, de deixar certas coisas ali..é, ali. Jamais na estante, mas ali em um local que sei que é o agora que está me permitindo deixá-lo lá.