10 de junho de 2012

"Era uma vez".

A gente nasce, cresce e vive para aprender muitas coisas, uma delas é sentir algo chamado emoção. Tantas vezes que escrevi sobre sentimentos, dos mais diversos, me faz pensar que nenhum deles é tão forte quanto a emoção. Por 27 anos convivo com uma pessoa que é parte de mim. Fomos "escolhidas" para nascer na mesma família, e sabemos que nossa ligação não é só de hoje. Brincamos de boneca, aprendemos a nadar juntas, assim como andar de bicicleta.  Trocávamos cartas, o corte de cabelo tinha que ser sempre o mesmo quando vinha passar as férias de verão na casa da vó para não dar problema..ah, e as roupas também precisavam ser  iguais. Fizemos festas, viagens, e até a mesma faculdade. 

O tempo foi traçando o seu legado e nós crescemos. As meninas viraram mulheres, cada uma com sua vida mas SEMPRE, uma ligada na outra. Viramos adultas, ela casou e com isto ganhei o primeiro presente: ser madrinha perante ao altar; testemunha de uma história que acompanhei desde o início e que me enche de orgulho só ao escrever estas linhas. 

27 anos anos de convívio e hoje, na madrugada mais fria do ano, ela me deu o segundo presente: ser a segunda mãe da criatura mais doce que meus olhos viram até hoje,;que meu coração bateu mais forte; que me emocionou. Ela se tornou uma mulher completa, gerou uma vida e resolveu dividir comigo, mais uma etapa e desta vez, para TODA a vida: ser a dinda da sua obra-prima, do seu amor incondicional, da sua pequena. Eu sinceramente, destes quatro anos de blog, onde dividi tantos momentos esta é - disparada - a maior emoção que senti. Não sei explicar o que foi o meu dia, 10 de julho de 2012. Tudo o que estou sentindo, que está apenas começando é tão, mas tão bom, que eu realmente devo ter feito algo muito bom para o Cara lá de cima me dar tantos presentes, tantos momentos únicos, com pessoas únicas. Minha prima, minha irmã de outras caminhadas, minha afilhada, minha comadre. Minha metade. 


Hoje senti o verdadeiro significado da palavra emoção. E de amor incondicional também. Te amo, bisca. Juntas, para sempre. (e assim começa a história de uma princesa).

19 de maio de 2012

Honestly

Os seres humanos morrem de medo de duas coisas: da morte e da sinceridade. Todo mundo um dia vai passar por estes dois momentos, mas arrisco a dizer que a sinceridade é o que mais assusta. As pessoas até se ‘preparam’ para a passagem, mas ouvir algumas verdades não é o forte da raça humana. Ser sincero consigo mesmo, então...é para uma pequena minoria (e neste caso, merece a redundância).

Hoje, tudo é muito rápido, tudo a base de um clique, ou melhor de um ‘touch’ e já era. A geração da modernidade também está aprendendo a ser rápida em todos os sentidos..na troca de emprego, de celular, de carro, de amor. Com base nesta rapidez, alguns malucos ainda se arriscam a lançar algumas sinceridades no meio do caminho. A verdade é que ninguém está acostumado a ouvir a verdade, aquela que está ali, sem panos nem cortinas, sem eira nem beira, sem enrolação. A verdade é que as pessoas prezam tanto a transparência, mas na hora em que esta se apresenta, a primeira reação é fugir. Tapar os ouvidos, se fingir de morto, do tipo ‘não é comigo essa conversa’. Claro, é mais fácil fugir..não encarar, não ter personalidade para escutar o que o ‘outro’ acha da gente. Não é fácil se enxergar no outro, ou melhor, não é fácil a gente querer enxergar o que o outro sente e/ou acha de nós.


A sociedade de hoje não está pronta para ouvir a verdade, a sinceridade como um todo. É uma pena. Eu que cresci ouvindo que com a sinceridade as portas do mundo abrir-se-iam em um piscar de olhos, percebo que as coisas não são bem assim, mas não vou desistir de abrir as portas que realmente quero com a minha verdade. O que sei é que não posso mais fingir que esta ‘verdade’ está bem no lugar que está..guardada. é hora dela aparecer, sair, ser revelada. Mesmo com aquele frio na barriga do ‘será que vai dar certo’, vale a pena arriscar. Já dei muito passos para trás por causa desse frio..hoje, isto não serve mais. O mundo gira quase que na velocidade de um touch. A única diferença do touch para a minha verdade, é que ela não passa, ela fica. 

15 de maio de 2012

Fazer ou receber, eis a questão.

Como é bom fazer carinho em alguém. Como é bom ver aquele sorriso de leve no rosto ao receber o carinho. Fazer um carinho é tão bom quanto receber, e vice-versa. O carinho que vem com um olhar, ou é um olhar. Que é um sorriso sincero; pode ser apenas o toque forte de uma mão com a outra. Pode também ser aquela passada boa no cabelo, um cheiro no pescoço ou o que mais a sua imaginação permitir. Carinho sincero vale em dobro, e se é recíproco então..

Carinho bom é aquele que arrepia, que desperta sentimentos, sensações. Carinho de mãe com um colo bom; carinho de pai com conselhos que valem para toda vida; carinho de ombro-amigo; de alguém que realmente quer dar apenas, carinho.

Até a palavra passa isso, ‘ca-ri-nho’. Sou meio avessa à palavras no diminutivo, mas este ‘inho’ merece destaque. Apesar de tudo, só sei que quando o carinho toca a alma, é aí que posso dizer com toda certeza: esse sim é especial. Pense, quando você for fazer e/ou receber um carinho, tente senti-lo na alma. Vale a pena. 

1 de abril de 2012

O tempo. Parte II

Há algum tempo escrevi sobre o tempo, como ele machuca, cura, acalma, alivia, é certeiro. Palavra que, como o amor, poe e faz tudo isto e mais um pouco dentro da máquina chamada corpo humano. Mais uma  vez, meu pensamento voltou-se para ele.

E o que passou? O que de bom e de ruim ficou em nossa vida que foi 'feito' pelo tempo? Será que valeu a pena? Será que tudo foi em vão? Estas perguntas tem apenas uma alternativa de resposta. SIM. Sempre vale a pena. Se estivermos passando por alguma situação difícil no presente e vivemos algo parecido no passado, saberemos bem como sair desta situação. Se for favorável, a gente quer por que quer sentir a mesma sensação boa do passado que o tempo nos proporcionou.


O tempo que falo aqui também vale para o futuro. Exemplifico mais uma vez: se estamos na faculdade, aqueles quatro ou cinco anos que levamos para concluir o curso parecem uma eternidade, porque contamos os segundos para que o dia D chegue em um piscar de olhos (e ele chega mesmo). Depois que passa, já ao final da colação de grau, o desejo mais ardente é que todo aquele 'tempo' voltasse, para começarmos e vivermos todos os momentos bons (e que passaram rápido, muito rápido).

Não adianta. Se está chovendo, queremos sol. Se tem sol, queremos uma chuva para refrescar. Se sentimos falta do passado, o queremos de volta. Se desejamos o tempo futuro, ficamos loucos que a hora certa chegue (e às vezes ela não chega) e culpamos o título deste post por ter feito a gente 'esperar' demais.

O que são dois dias para quem esperou 2.190?
Para muitos, é nada.
Para outros, muito tempo criando expectativa para poucas horas.
Para poucos, é eterno.

O tempo não foi cruel pela espera, foi sábio. Ele sempre é. Com relação ao futuro, eu até já duvidei de seu poder, querendo as coisas para o hoje, mas muitas vezes o que quero HOJE precisa ser bem moldado pelo tempo, para que ele, o HOJE, vire o tempo futuro para a eternidade.

Assim seja.

Assim já é.

Eles dizem que as coisas boas levam tempo.
Mas as coisas mais maravilhosas realmente acontecem
no piscar de um olho.

23 de janeiro de 2012

Sem vergonha

Entre um twitter e outro, encontrei o link de um site de nome sugestivo: Casal Sem vergonha. Curiosidade gritou e logo cliquei. Site com layout bacana mas o conteúdo é que chama a atenção. Um publicitário e uma tradutora resolveram escrever sobre o assunto que todo mundo faz, mas tem vergonha de falar. 

O primeiro post que li foi "31 razões pelas quais gostamos de ser mulher". Achei divertidíssimo e passei a dar uma bisbilhotada quase que sempre pelo site. Entre posts quentes e divertidos, achei um que vale a publicação na íntegra por aqui. Na era das "mulheres frutas" onde a 'casca' parece valer muito (mas muito mais) do que o resto, este consegue mostrar que o mundo (ainda) não esta perdido para as mulheres que pensam assim como eu.


"Você pode ter passado a vida toda achando que a carne da fruta era sua parte principal. Mas, mal imaginava você, que toda a estrutura da fruta – suas cores, seu cheiro, sua poupa suculenta e seu sabor – serve apenas para proteger e nutrir a semente. Quando ela está pronta para germinar, o fruto amadurece, convidando os mortais para degustar sua carne, pedaço por pedaço, até que a semente possa finalmente se libertar e cumprir seu destino. A fruta é, ao mesmo tempo, proteção e chamariz.* Tem gente que prefere só comer a carne, e tem preguiça de comer o necessário para chegar na semente. Come o que lhe é conveniente para sua fome momentânea. Apenas o superficial. Depois joga o resto fora, mal sabendo que a riqueza da fruta, na verdade, estava escondida. 

Coincidência ou não, de tempos para cá, surgiram uma infinidade de mulheres-frutas – melão, melancia, jaca, maça. Seria uma referência quase acidental a frugalidade inerente da fruta? O fato é que, da mesma forma que a carne é apenas alimento momentâneo, a aparência, o externo, o material, também são. Muitas vezes queremos o gostoso, o momentâneo, o que mata a nossa vontade na hora. Não temos tempo nem paciência de desbravar toda a polpa para então chegar no centro. 




E pessoas passam pelas nossas vidas assim. São como ideias. Um dia ouvi que elas viajam o tempo todo pelo cosmos – se suas antenas não estão ligadas, elas passam por você direito, impiedosamente. Não há segunda chance. E assim vão navegar por outras dimensões, até que encontram uma antena ligada o suficiente para captá-las. Como o caso do namorado que termina com a moça e, ao perceber que alguma outra antena a captou, se desespera, corre atrás, persegue – mas não há volta. As oportunidades pertencem a quem desejam-as suficientemente para possuí-las – e para os que tem coragem de desbravá-las."

#fato.

31 de dezembro de 2011

Axé

Último dia de 2011. Momento clichê que muitos acham cafona. Hora de desejar coisas boas para quem amamos, hora de pedirmos coisas boas para o Cara lá de cima. Para muitos, é só mais um dia que começa. Para mim, muito mais do que isso. O início e fim de um ano representam o fim de um ciclo que a gente - SEMPRE - aprende algo de bom e de ruim. Se eu pudesse definir, de dez coisas que me aconteceram neste ano, nove foram ótimas e uma mais ou menos. 2011 eu cumpri quase todas as coisas da lista de que fiz no mesmo período. (por sinal, adoro estas listas, nos fazem andar na linha, não esquecer do compromisso que fizemos para nós mesmos). Acredito que devo ter decepcionado alguém, mas tenho certeza que fiz muitas felizes. Descobri uma Carol madura, que quando tinha alguma ideia, não pensava muito, ia direto concretizá-la, ou pelo menos eu tentava.

2011 realizei três grandes sonhos e aí estão: conheci o Rogério Flausino;



Conheci algumas cidades de Minas Gerais;


Serei dinda novamente.



Além destes, após 11 anos revivi minha adolescência e assisti mais uma vez os irmãos Hanson em solo gaúcho (desta vez cara a cara).



Minha irmã entrou na faculdade; meu pai se formou na faculdade. Fiquei mais próxima da minha família, ganhei mais amigas verdadeiras, reforcei laços de amizades. Sonhei - e como sonhei -alto, longe e quando menos pensei que as coisas pudessem acontecer, elas foram se apresentando, uma a uma, no seu devido tempo e lugar e aqui cabe todos os tipos de 'nichos': profissional, pessoal e familiar.

Que ano maravilhoso. Em 2009 escrevi que 2010 seria o meu ano 10 e foi de fato e de direito. Em 2010, disse que 2011 deveria 'humilhar' o velho ano nas coisas boas e foi de fato e de direito. Agora eu digo: 2012, o melhor ano da minha vida. E tenho dito, pois estou de braços abertos para receber aquilo que eu mereço: saúde, pessoas de bem ao meu redor, firmeza no trabalho e claro, a felicidade naquilo que todo mundo deseja para si. Axé. Que assim já é.