18 de junho de 2016

Latch

Gosto do gosto de gostar. Gosto de sentir na alma, dentro do peito. Gosto da sensação da dúvida se é recíproco, se de lá virá o sinal, a resposta, o fim dos questionamentos infinitos. Gosto de, por pensamento, a nuca arrepiar, a borboleta dar sinal no estômago. Os sinais da alma de que, sim, pode ser recíproco. 

Sensações são “sentidas” por atos, "sinais" que o outro ser produz em nós, o poder que paira sobre nós. Já pensou a responsabilidade de despertar algo em alguém? Para mim, isso é poder. É poder sentir algo, sentir o peito acelerar, como diria o Sam Smith, o sangue pulsar com mais calor e rapidez nas veias. Poder é despertar um sorriso do lado de lá e digo mais: despertar um pensamento que mesmo que seja rápido, como por exemplo “como será que ele(a) está?”. Ah, se isso despertar lá, bingo! Você mexeu, despertou a curiosidade, acendeu a luz de alerta, o alerta do bem. 



Quem não quer que a luz acenda, atire o primeiro fio, ligue-o na tomada e a deixe brilhar hoje, agora, já. Eu quero que a luz acenda, que o despertador toque, quero sentir a veia pulsar mais rápido. Quero poder querer ter o poder da situação, para poder expressar melhor o que a borboleta daqui de dentro quer falar. Gosto do gosto de gostar e de pensar o que esse meu gostar vai despertar. 

2 de março de 2016

Os inevitáveis fins

Verão se despedindo com temperatura de outono. Noite com chuva na janela e um copo de vinho é a companhia, a inspiração para fazer com que os dedos digitem com vontade e agilidade no teclado. A música varia de acordo com a vontade da ouvinte, ora um rock clássico, ora um pop bem meloso, perfeito para uma noite como esta. Verão se despede com ar de melancolia e felicidade e se assim for, o outono com seu charme bucólico, chegará como o cartão de visitas para que outros momentos possam ser brindados com um bom vinho e boa música, seja onde for.


A vida muda a cada hora, mudamos como as fases da Lua e as estações também são uma forma de nos dizer que sempre temos a chance do recomeço ou de um novo começo. Temos fases, altos e baixos, dúvidas e certezas e o barulho da chuva se sobressai ao da melodia doce que vem dos acordes da guitarra do clássico rock. As vezes passamos horas pensando o que estão pensando da gente, o que aquele alguém está pensando, o que pensar sobre a gente mesmo e os bons e valiosos pensamentos que deveríamos realmente nos ocupar passam despercebido, quase como a chuva na janela que está ali, "lavando" o vidro, mas deveria mesmo estar lavando nossa alma. 



Verão se despedindo, da taça do vinho, resta apenas um gole. Os inevitáveis fins abrem alas para os certeiros começos. Assim como a chuva que está parando, ela voltará. Assim como a taça que ficará vazia, podemo enchê-la novamente. Assim como o verão está indo, o outono está chegando. Os gerúndios da vida que me fascinam, me inspiram, me motivam. 

18 de novembro de 2015

O tal rabisco.

Uma de minhas manias prediletas é escrever em guardanapos. Pode parecer bobo, mas apesar de minha casa e minha bolsa sempre terem um bloco de notas por perto, são naqueles papéis macios que adoro escrever, seja o telefone de algum gato no `balcão do bar da balada´, a letra de uma música, o site de viagens ou uma ideia, um pensamento que não posso esquecer. Todas as alternativas são autobiográficas e foi de um destes que surgiu o desejo de escrever neste bloco virtual. 

Rabiscar palavras que ganham sentido é o primeiro passo para que a mensagem chegue onde queremos. Escrever seria a parte boa, mas e dizer cara a cara? Não seria muito mais rápido, não seria como arrancar o band-aid em um puxão e o problema estaria resolvido? Em alguns casos sim, é só ir lá, marcar um encontro e pronto. Em um destes rabiscos, encontrei a seguinte frase: "A única coisa que ainda escandaliza hoje em dia é a sinceridade".

Joguei a mesma na internet e o primeiro resultado caiu na página de uma escritora conhecida e que me inspira. Instantaneamente, outra frase dela me veio á mente e que também me inspirou em outra ocasião. "Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde". Esta frase faz parte de um dos textos do livro de crônicas da Martha Medeiros, intitulado "Doidas e Santas". O texto é sobre a arte de falar. 



Falar e sinceridade, duas palavras que precisam estar em harmonia e olha, não sei qual das duas me desperta mais medo e/ou adrenalina. Vai dizer que não é bom ouvir algo bom e inesperado? Vai dizer que não é de dar arrepios pensar que aquele seu desejo mais insano é o mesmo daquele que faz sua alma ficar leve? Utopias à parte, Martha Medeiros com seu jeito de escrever quis dizer o mesmo que eu. Não chego nem aos pés da escritora, mas acredito que o sentimento é o mesmo. Sempre fui defensora ferrenha de falar, na alegria ou na tristeza. Jamais o outro vai saber o que você quer se você não falar. Os cachorros latem quando querem dizer algo, os bebês choram e você, até quando vai criar desculpas para não falar? O único motivo que conheço tem nome: falta de coragem.

Não pense você que sou corajosa a este ponto, atiro a primeira pedra porque sou uma medrosa, mas também digo que, quando resolvi me despir do medo, a estratégia funcionou e é por isso que continuo a defender que o olho no olho e as palavras medidas com emoção valem cada calafrio, cada arrepio na nuca, as recompensas valem. Tente, experimente, permita-se. 

Neste momento, mais um guardanapo irá se juntar aos outros, com outro rabisco e que desta vez, não ficará somente registrado pela tinta azul da caneta no pedaço branco. Esse tal rabisco pode escrever mais uma página do livro da vida que - por enquanto - está esperando mais um capítulo. 

ps: alguma semelhança com o senhor Antônio não é mera coincidência.

24 de agosto de 2015

O tempo da descoberta

Desde meu último post, passaram-se quase cinco meses, tempo suficiente pra vida dar aquela mexida. Aliás, isso acontece a cada hora do dia, não em cinco meses. Me preparei um ano para viver dois meses que sempre desejei. Não sonhei, planejei com cautela, pés no chão e uma sensação absurda que a "mudança" que estava por vir não era apenas de país, era a minha por completo em todos os setores da vida.





Deixei minha cama, casa, amigos, família e outras coisitas que sempre tiveram valor. Longe, passaram a ter um valor ainda maior e outras que julgava ter tanto peso, voaram pra longe. Os 66 dias estão devidamente documentados em uma fan page batizada carinhosamente de "Shoot On The Road", tiro na estrada. Quando se pega a estrada, sabemos o destino mas o que nos espera, isso não. Naqueles dias, me peguei algumas vezes relendo meus textos aqui do Bubble e percebi o quanto muitas coisas permanecem iguais e outras nem tanto. 









Voltei e muitas coisas não estão mais no lugar, começando por mim. Ainda não consegui fazer algumas coisas, reorganizar outras mas a vida nos prega situações que, somente com o tempo, entendemos. Também escrevi há muito tempo (2009) sobre o tempo e em 2012, o tema ganhou novamente minhas palavras

Tempo, vamos ser sinceros, todo mundo espera que você mande as coisas do Céu:  emprego, amor, saúde, dinheiro, mas não..vamos esperar até a eternidade para isso acontecer e aí que entra o tempo da descoberta. Se é chover no molhado dizer que o tempo cura tudo, que acalma, resolve e é sábio, choverei no molhado. Se esperar pelas coisas faz parte da vida, prefiro dizer que nesta fase da minha estou mais para agir do que ficar no meu belo sofá esperando o tempo passar, agir. Ele até age se EU agir primeiro.



Tá na hora de fazer as coisas que mencionei. Tá na hora de sacudir o cabelo e saber que o tempo novo que me espera é...o tempo que me espera só irei saber se me mexer, dar aquele 'vem cá' no que quero e almejo pro senhor tempo fazer jus a sua fama. Tá na hora de mostrar o quão bem a terra do Tio Sam me fez. Ah, aprendi outra coisa: menos papo, mais atitude. Frase contraditória pra quem ama escrever e mantém um blog desde 2007, but..that´s true. Welcome to my new life and if you want to come with me, it´s gonna be a pleasure.

"O tempo não foi cruel pela espera, foi sábio. Ele sempre é. Com relação ao futuro, eu até já duvidei de seu poder, querendo as coisas para o hoje mas muitas vezes o que quero HOJE precisa ser bem moldado pelo tempo,para que ele, o HOJE, vire o tempo futuro para a eternidade."

Trecho do texto "O Tempo. Parte II" de 1 de abril de 2012.



1 de abril de 2015

What If I

Se eu deixasse de ser um pouco tão aquariana, talvez alguns degraus teria subido, outros nem tanto teria escorregado. Se minha mente fosse um pouco menos inquieta, talvez algumas situações teriam tido outro final. Se meu desejo de estar sempre em movimento fosse um pouco menos do que realmente é, talvez minha vida teria pego outro rumo. Talvez não, certamente.

Se olhasse para o calendário da mesma maneira que vejo certas fotos, meus olhos estariam cheios de lágrimas, o coração acelerado, as borboletas no estômago. Estes clichês da vida que são tão meus e que fazem este ser se auto intitular uma sonhadora de peso, uma idealista de utopias levemente malucas e com gosto e cheiro de vida. 


Se fizesse tudo no impulso, acredito que no meu placar teriam mais pontos para os erros do que acertos, mas estes erros teriam um gosto especial, o gosto do 'tentei', 'fiz o que deu vontade'. Se tivesse fechado meus ouvidos para certas coisas, muuitas situações teriam sido mais fáceis; se fossem os olhos, aí sim, daria um livro de tantos momentos bons que eu teria vivido. 

Se, se, se.

Se a vida viesse com roteiro, seria um tédio ao quadrado. Se eu soubesse que amanhã às 19h39 vestiria tal roupa com tal sapato e estaria no tal lugar, perderia o total gosto do acaso, da surpresa, daquilo que atende por nome de 'destino'. A minha não tem roteiro, ela tem planos (e são muitos). Planos que nascem de sonhos (e são inúmeros), desde trocar de carro até sair sem rumo pelo mundo, parar em um aeroporto qualquer e escolher um destino qualquer. Destino. E se eu tivesse o poder de saber que o que eu quero vai acontecer ao sair de casa? E se aquele pensamento for o destino do dia? A vida seria tão..tão..tão.


Se eu ligar, se eu tropeçar, se eu olhar nos olhos, se eu pegar na mão, se eu disser que estou indo, que não sei o que vai acontecer. Se eu disser que sei. Sei o que se passa lá..aí..aqui. E se eu disser que quero dizer tanta coisa ou apenas uma frase. Se eu disser que vou cair no "conto do Vigário", digo que meu livro da vida tem inúmeras páginas em branco pedindo para serem escritas com tudo que vivo, sinto, divido e que aviso aos curiosos que não estou vacinada contra o tal Vigário pelo simples fato de saber que ele não está vacinado contra mim também.


Se eu aparecer do nada, pode ser do mesmo jeito que posso desaparecer. E se eu quiser ficar, fico e não precisa ser lado a lado, pode ser a 9.736.58 km de distância física (somente física). E se eu desistir? Do sonho? Não. De um sentimento? Talvez. Tudo depende do que alguns dias me reservam. 



19 de março de 2015

A arte do imprevisível

A fascinante dança de não saber o próximo passo para seguir no 'ritmo perfeito', segundo Anitta. 
A deliciosa sensação da pergunta interna 'e agora?'. 
A nebulosa dúvida do 'e se?'


Aquele frio na barriga, a borboleta no estômago, o arrepio na nuca. A mágica troca de olhares. Insisto nas minhas escritas em falar sobre o olhar, o '43' que Paulo Ricardo cantou e ele lá tem seus poderes, o de ser trocado por palavras.

O instigante desejo de tentar adivinhar o que virá, sem ao menos ter a certeza do que virá (e se virá). 'Se', Djavan assim disse e eu jogo no mesmo time: 'insiste em zero a zero e eu quero um a um'. Se tem algo que tem tirado meu sono é saber que prever algo não é tão bom quanto imaginava porque nos tira o gosto da surpresa, do tal frio na barriga.

Prever o tempo, o tema da redação, o percurso da viagem. Não.Quero ser abarrotada pelo imprevisível, pelo não combinado, pelo bip do whatts às 3h45min, pelo olhar.

A arte do imprevisível. Minha nova paixão. 

22 de fevereiro de 2015

A escrita que não me pertence....

"Só a gente sabe da nossa própria urgência. Só a gente sabe do calo que mais aperta. Só a gente sabe que o calcanhar de Aquiles não é necessariamente um calcanhar. Só a gente sabe quem a gente é e quem a gente deixa de ser a cada vez que expõe uma fragilidade.



Fico aliviada em sentir seu leve abandono e me deixo levar para longe, nisso meus sonhos cooperam com a minha vontade de querer te perder cada vez mais. 
Julguei o seu valor não pelo o que você realmente valia, mas sim pelo o que você valia pra mim.
Errei feio e me intitulei como burra por testar a profundidade de um rio com os dois pés, mas infelizmente eu precisava ser burra para aprender a não ser burra.
Desmascarado e perdido em meio à situação, você sabia que a sua chance lhe havia sido dada e agora só restavam consequências.
Ensandecido pelos olhares, você afirma não gostar de ser vítima, abro seus olhos e te olho com meu olhar mais sincero para te fazer crer de uma vez por todas que essa história não é a mais sua...



Quer saber mesmo? Sinto falta daquilo que nem fizemos e das infinitas coisas que fizemos de conta que faríamos.


Como sentir falta de algo que nunca vivemos? A 'falta' é sinônimo de 'ilusão'? A ausência de sentir algo que apenas achamos que era daquele jeito. Entre tantos textos, estas frases fazem sentido, ganham meus aplausos e aquela ponta de certeza de que 'falta', não fará mais. A escrita que não me pertence...




...é a que me define.

14 de janeiro de 2015

Maktub

Vem de repente. Simplesmente vem. Chega. Simples assim. Uma simplicidade que assusta, que acanha, acarinha. Aí aquela velha pergunta chega em busca de mil respostas e, sem no darmos conta, é algo tão simples, mas tão simples, que é a prova de que somos nós que complicamos as coisas. 

Vem sem hora marcada na agenda, sem lembrete no celular. Aparece. Acontece. Simples, né? Do mesmo jeito que vem pode ir (ou não). Podemos tropeçar, nos enroscar, nos perder mas é bom, assim a gente aprende de novo e de novo e de novo. Nada, na-da vem ao acaso. Nada chega de surpresa. Tudo tem sentido, nexo, conexão porque era pra ser. Estava lá. Aí você pode se perguntar se eu não acredito em destino. Acredito cegamente. Aí você pode se perguntar se eu não acredito em livre arbítrio. Acredito fielmente. Duas coisas que andam de mãos dadas. Está no destino e pelo livre arbítrio tornamos as coisas positivas ou negativas. Uma escolha.

"Tinha que acontecer", "tava escrito". Vai, desencana, aproveita, deixa acontecer, deixa chegar mais e mais porque cada 'chegada' é uma surpresa, um presente, é único. 






31 de dezembro de 2014

Vá em frente

Há um ano escrevi um texto para ele, onde agradeci. É. Agradeci o que ganhei, o que tenho e até o que ainda não havia chegado. O ano passou, não tão rápido, mas em um ritmo diferente. Em um ritmo que teve seus altos e baixos e que, a cada curva, um aprendizado.
 
Ano novo sempre é especial porque sempre falamos que iremos mudar. Sempre prometemos coisas para nós e até para os outros. Sempre acreditamos que tudo vai ser diferente. Me incluo porque sempre fiz isso mas por ser este ano, pelo que está por vir, resolvi fazer 'diferente'. 2015 antes mesmo de chegar é especial por alguns motivos e digo que, há muito tempo, não sentia um frio na barriga com a virada porque algo me diz que esse VAI ser diferente.
 
Aha. Diferente. Diferente porque EU resolvi que seja, com atitudes, posturas. Ouvir mais, falar menos, demonstrar no limite, ser sincera com os outros, mas principalmente comigo. Um ano para me amar. Um ano para focar no que quero, onde quero chegar. Tantos e tantos sonhos que quero que se tornem reais, mas pra isso EU preciso mudar.
 
Uma das mudanças começa agora. A escrita será mais curta para que os desejos fiquem apenas comigo. Um ano em que uma entre tantas frases tem sentido: faça acontecer, seja o que for, mas FAÇA.
 
"Esteja livre para planejar e deixe tudo que é de bom chegar.
Colecione novas experiências e explore novos lugares.
Não hesite em aproveitar cada momento.
Faça o que quiser no seu tempo.
Mas FAÇA acontecer."
 
Vem, 2015. Aliás, 2015, tô chegando.

 

31 de outubro de 2014

Virar a chave

Estafa. É assim que ando. Tô com aquilo que chamam de cansaço mental. Cansada da monotonia, da rotina. Estafada lembra estufada que quase quer dizer a mesma coisa no meu caso. Cada um tem a sua maneira, aquele jeitinho de levar, encarar, viver os desafios do trabalho e da vida pessoal. Aquele jeitinho de esconder a paixão, de ter que saber não demonstrar o que está sentindo para não magoar e/ou decepcionar alguém, de andar sempre na linha. Cansei. Estafei.

Somos bilhões no mundo e cada um - cada um - é de um jeito. Jamais teremos duas pessoas iguais, nem mesmo os gêmeos mais univitelinos do Universo são, aliás, estes geralmente são os mais diferentes. Se é assim que é, como alguém vai querer que a gente seja igual a ela só porque ela acha 'certo'? Como concordar com ações que vão além dos meus princípios (eu disse meus princípios)? Minha personalidade não aceita algumas coisas e pode me chamar de cabeça dura, teimosa o que for, mas não admito ter que fazer algo que não quero e não admito ter medo de dizer isso.

Estafa. Cansei de, mais uma vez na minha vida, guardar certas coisas, de não fazer outras tantas. Não cansei de falar o que penso e sinto e não cansei de fazer muitas outras, mas ainda tem mais, muito mais e a estafa não me permite, neste momento da minha vida, realizá-las. Para quem acredita na tal 'crise dos X anos', penso que pode ser um pouco disso também e digo mais: se realmente for, o bicho é complicado.

Difícil eu escrever meus textos na primeira pessoa, mas a estafa me permitiu fazer isto. Me permitir. Escrevi um texto em 2011 e que é tão atual. Ele é curto, simples e vale a citação.


Permita sentir. Permita que a emoção fale um pouquinho mais alto que a razão. 
Permita fazer aquilo que vem em primeiro lugar na mente, a vontade própria. 
Permita realizar o desejo, o seu desejo.
 Permita curtir cada segundo de um olhar, um momento, momento. 
Permita sentir aquilo que está ali na sua frente, ao seu lado. 
Permita que a dúvida saia sem dar satisfação e não permita que ela volte. 
Permita viver aquilo que sempre teve curiosidade, mas ainda não havia aparecido a oportunidade. 
Permita ser o que você é.
Permita que a sua essência seja apreciada.
Permita. Permita que tudo isso chegue em você para ficar pelo tempo que for.

Mas para isso, você precisa - apenas de uma coisa - se permitir.

Sabe o que é mais curioso? Este texto foi escrito no dia 31 de outubro de 2011. Há 3 anos 'eu falei pra mim mesma': permita-se.Te permite viver, fazer, sentir o que quiser, do jeito que achas que tem que ser. Faz. Se tiver que quebrar a cara, quebra, mas pelo menos tu fez, Carol. A vida vai dando sinais de quando é hora de parar, de começar, de arriscar, de tentar a sorte. A minha estafa é um desses tantos sinais que a vida me deu até então.



A tal crise dos X anos pode até tentar chegar, mas me derrubar, vai ser difícil. Ela pode até estar mexendo comigo, de forma positiva/negativa, porém tento tirar disto as coisas que são para o nosso bem, mesmo as mais doloridas. Se alguém sai da tua vida é para outra ainda melhor chegar. Se um ciclo encerra, outra ainda melhor começa.

Estafa. Que bom que chegastes, estás fazendo uma bagunça danada na minha vida (em to-dos os sentidos) e é aí que, de novo, algo surge pra dar aquela virada de chave, de vida, de destino. Ao virar essa chave, viro a de muita gente ao meu redor. Resta saber se elas é que ficarão com a minha estafa quando assim eu a fizer. Girar a minha chave. Me permitir.



10 de junho de 2014

Amor de alma.

"Meu amor.

Hoje escrevo para ti com o desejo que a tua mamãe leia o quero te dizer. Escrevo para que, daqui alguns anos, possas ler sozinha estas palavras. No dia em que nascestes, escrevi um texto abarrotado de emoção e o título não poderia ser outro: 'Era uma Vez', porque ali começou a tua história, a nossa ligação e tenho certeza que, ao leres, vais entender um pouco do amor que sinto por ti.

Hoje venho dizer que há dois dias, mais uma vez conseguistes com que me emocionasse, ao ouvir tua voz que é tão doce quanto tu, a frase: 'vem cá, dinda'. Ah, Maria, se soubesses o quanto mexeu comigo, o quanto fizestes todo este amor triplicar dentro de mim, acredito que poderia ter ficado horas e horas ouvindo a mesma frase. O melhor disso tudo é que esta foi apenas a primeira de muitas frases e emoções que me darás. O texto é bem meu para ti, porque se contasse o amor que plantasse em várias pessoas, daria um livro.



Minha pirulita, quero te dizer que sou uma mulher ainda mais completa porque a tua mamãe me deu este presente que, mesmo após quase três década de convívio, acredito que ela não tenha a real dimensão do que é ser tua dinda, a emoção e orgulho que é ver  tua carinha e pensar: ela é um pouquinho minha também. Teus pais te desejaram tanto e como tua mamãe escreveu, escolhestes eles para vir nesta casa chamada Terra e para a felicidade das famílias Graziadei e Figueira, não poderias ter escolhido melhor lar para aprender o que é amor, o que é família.


Queria escrever mais, mas não dá. A dinda babona está derretida em lágrimas, porque é o segundo ano que não passo este dia ao teu lado, te afofando, beijando e dizendo: óh, eu te amo, tá? Que possamos ser amigas, confidentes e que eu possa te ensinar muitas travessuras, afinal, dinda é pra essas coisas. É minha princesa, todos nós somos sortudos por teres vindo para nós. 
Tô aqui. Sempre estive. Te amo. Feliz aniversário. 
Ah, daqui 365 dias, terá mais um texto, mais um capítulo da tua história.

Um beijo recheado de amor.

Tua dinda, Carol."

22 de maio de 2014

As#decadadia

#Amodadatalhastag. #Cadapassoprecisadeumahastag. #Ondevou. #Oquecomo. #Comquemestou. #Averdadeéquepraqueserveahastag? #Serveparafalarmosentrelinhas. #Falaroquequeremosenãotemoscoragem. #Umaleveindireta. #Aquelahastagquediz: #Ficaadica



#Podeserumaletra. #Podeserumapequenafrase. #Umlivro. #Umamúsica. #Poesia. #Dizerquetôaqui. #Dizerquenãotôali. #Dizerquenãotônemaí. #Contarqueashorasandamigualaomundo. #Elegiraegirarápido. #Ascoisasmudamrápidomassómudamquandoagenteresolvemudar.
#Nãoreclamequenãodeucerto. #Deucertonotempocertonahoracerta. #Existepessoacertanahoraerrada? #Não. #Mentira. #Tudoécertonahoracerta. #Seapareceuéporquetinhaqueser. #Acredite. #Nadaéporacaso.

#Quandobateasaudadeoquesefaz? #Busqueacabarcomela. #Senãoquersorria. #Saudadesóaparecequandoalgoqueroloufoibom #Nãofiqueseremoendo. #Váatrás. #Tenteacabarcomelaantesqueelaacabecomvocê. #Saudadequehojemedeixafelizporsentila. #Sóeuseicomoébomsentirsaudade.

#Quandobateasaudadeeupegoascartaseuleioreleio. #Amúsicaqueinspirouasminhashastags.
#Crieashastagsqueinspiramasuavida. #Eutenhoumaqueélei. #Quersaber? 

#Tenhacoragemdeencarartodosseussonhos. #Tenhacoragemdeencarartodosseusmedos.
#TenhacoragemdesersempreVOCÊ.
#Tenhacoragemdedizertudo.
 #Nãodeixeasoportunidadespassarem.
#Tenteumaduastrêsmilvezes. #MasTENTE. 

#É. 

29 de abril de 2014

Comemore.

Venho falar sobre o tempo. Não o do relógio, o dos dias, mas da vida. O tempo que ela nos dá para acharmos o rumo, nos sentirmos confiantes, de firmarmos os pés no chão e dizer: 'agora vai.'
Um tempo que vi passar em um despertar, que vi acontecer em um piscar de olhos ou qualquer metáfora que queira utilizar.

Um ano em que tenho meu canto. É, há um ano bato a porta da minha casa e que AMO chamar de minha. Lá faço o que bem quiser e entender. Fico sozinha, acompanhada, em grupo, em família. Como pizza no chão, tomo café na sacada. Tomo banho de porta aberta, durmo com a janela bem fechada para não me acordar com a luz forte do sol que insiste em me acordar.



Tempo para celebrar. Tempo de, mais uma vez, ver, sentir e viver tanta coisa que nem sei. Aliás, sei sim, sei muito. Sei tudo que quero, onde quero e como quero. Sei que morar sozinha nada mais é do que um ensaio para, um dia, juntar a minha escova de dente com outra.Aconselho todo mundo que puder e quiser, more sozinho. Isso não quer dizer que bater asas da casa dos pais seja o grito total de liberdade, mas é a sensação de que lá, sempre será o nosso porto seguro.



Um ano que comemoro, todos os dias, esta tal liberdade. A cada dia, o meu canto vai ganhando forma e eu vou ganhando experiência, e quando digo experiência, é matar um inseto intruso sozinha, sem pedir ajuda do meu pai.

É, Carol, comemora. Celebra, porque apenas um ano se passou e se tanta coisa já rolou, imagina o que vem por aí. Opa, não imagina..deixa rolar, é beeeeeeeeem melhor!!


31 de dezembro de 2013

O texto para ele.

Desde que resolvi expor meus 158 pensamentos para o mundo, os temas foram os mais diversos possíveis e entre tantos desabafos, sonhos e até utopias, nunca escrevi um texto com o chamado "endereço certo". Se quero falar para alguém, acredito que fazer pelo mundo virtual não seja a melhor alternativa, mas hoje, resolvi deixar todo e qualquer tipo de julgamento de lado e meu centésimo quinquagésimo nono tem nome e sobrenome.

Certo dia ouvi dizer que "sem cair, o ser humano não levanta". Algo óbvio, porém com um sentido bem definido. Se caímos é porque algo se atravessou em nosso caminho, ou de afobados, não vimos a pedra. Quando isto acontece, a primeira reação seria levantar rapidamente, para ninguém nos ver, mas comigo, foi diferente. Eu caí e nisso, muita coisa veio á tona e ao invés de levantar, sentei...e pensei.

Pensei porque caí. Busquei as respostas mas de imediato não as encontrei. Pensei, chorei, refleti. Fiquei sentada e vi as coisas acontecerem. Vi o mundo girar, o sol nascer, adormecer. Senti a chuva, o vento, o frio, o calor, a solidão, a multidão e mais perguntas insistiam em aparecer. Nesse meio tempo, a resposta foi querendo dar a sua graça, devagar é verdade, mas não importa, ela veio e com ela, também devagar, foi trazendo outras respostas.

É, hoje o meu desabafo vai para ti. Aliás, não posso e nem quero ser injusta, pois me proporcionastes muitos momentos de extrema felicidade, de paixão, de calor e de amor...muito amor. Uma vez bem ensinada a lição, não esquece-se fácil mas no meu caso, fui exceção a regra. 

Cai sem vergonha de ser feliz e olha, venho aqui para agradecer. As lágrimas que insistem em cair agora, juro, são de alegria por ter vivido e sentido tanta coisa. Preciso agradecer as horas em que passei sentada buscando as respostas e quando elas finalmente começaram a aparecer, fui ganhando forças e principalmente coragem para levantar e mudar. Mudar o jogo,o destino, o meu destino. Me colocastes a prova de tantas coisas, de outras pessoas, mas eu não tinha a real dimensão de quem eras e o que querias me ensinar de fato, mesmo tendo me derrubado.

Esse texto tinha que ser para ti que muito mais me ensinou do que decepcionou. Muito mais me retribuiu com carinho e amor do que eu com atitudes,acredito.Muito mais...muito mais. 

A palavra para ti, que acredito que saibas que este texto é para si, é apenas uma: obrigada. Se me libertei de um montão de coisas, se sou uma mulher mais forte, determinada e corajosa, é graças a ti. 

Já que meu texto tem nome e sobrenome, faço questão de compartilhar por aqui: Ano de 2013.

Se me tornei tudo isso, é porque tenho certeza que 2014, que está aqui na minha porta, vai entrar com toda luz e força para ainda mais viver a minha vida com vontade e principalmente, sem medo de ser FELIZ.




Obrigada 2013. Vem 2014, a tua vez de me ensinar muito mais sobre a vida, as pessoas e os sentimentos chegou.

13 de outubro de 2013

Um dia após o outro

O sol nasce, se põe, nasce de novo, põe-se novamente. O mundo nunca pára, gira na sua velocidade, mas não pára, continua, caminha. O sol que acorda e dorme todo santo dia desde que o mundo é mundo só vai parar quando..peraí..parar? Se tem uma coisa que jamais vai parar é isto..o mundo. O meu mundo. O sol vai nascer e adormecer sempre, eu querendo ou não. O meu sol vai nascer com toda força, energia, calor, beleza e imponência digna de um rei. Irá dar lugar a sua rainha, a Lua, enquanto descansa para no outro, voltar com tudo.

Um dia após o outro, muitas coisas se repetem. Algumas rotinas se firmam mas nunca serão as mesmas. Algumas atitudes podem ser as mesmas, mas serão diferentes, sabe por que? Porque cada dia é um passo, um aprendizado, um tempo e por isto, nunca será o mesmo. O sol nasce e põe-se sempre, no mesmo tempo, no mesmo lugar, do mesmo jeito; a cada espiada no céu, ele está lá, mas diferente. Mais experiente, mais quente, mais tímido, mais exibido, mais carente, mais acanhado, mais amoroso, mais carinhoso, mais, mais, mais. A cada dia, um novo olhar sobre o mundo o qual está iluminando, e por consequência, as pessoas que estão recebendo esta luz, todo dia, também mudam..evoluem..crescem..caminham. Algumas até tentam andar, mas travam com medo do que pode estar ali, no outro dia, na outra esquina, na outra página do seu livro. 

O sol que para mim é uma das formas mais 'vivas de vida', me abraça, me aquece, me dá energia para acordar todo novo dia e quando digo novo é exatamente isto: no-vo. A novidade que estará estampada na outra esquina, na outra página do livro. Nos passos do dia podemos cair, nos chatear, ganhar um olhar, um simples e afetuoso sorriso. O sol é a prova de que mesmo depois de um temporal, de nuvens cinzas, carregadas de raios e água, de energia forte, brava, quase quando ficamos com raiva ou mágoa de alguém ou alguma situação, ele volta, aparece entre as nuvens brancas, limpas e leves, brilhando com 'força, energia, calor, beleza e imponência digna de um rei'. 

Não adianta querer apressar as situações, as pessoas, os destinos. Não adianta apressar o sol para ele aparecer. Ele tem o seu tempo para brilhar, seu tempo para descansar e começar tudo de novo. Ele tem, sempre, uma nova chance de começar o dia diferente, com a mesma essência, mas diferente. Um dia após o outro serve para aquilo que foi bagunçado, mexido, contorcido, volte..talvez para o lugar que estava, mas também para um novo, mais confiante, mais certo, mais seguro. Assim como o sol, que por vezes se esconde, sabe-se que ele está ali, nos observando, mesmo que de longe e na hora certa, ele volta e brilha, e enche o meu peito de esperança de que SEMPRE, um dia após o outro é o passo mais certo que damos nesta escola chamada vida.

"Pra começar
Cada coisa em seu lugar
E nada como um dia após o outro."



14 de agosto de 2013

É preciso. Parte II.

Jogar os pensamentos em um teclado pode parecer simples, mas não. É preciso coragem. É preciso ter consciência que estes chegarão a uma, duas, mil pessoas e que umas destas não queríamos que soubesse o que está se passando por aqui, porém, após apertar o 'enter', já era. Digitar até fazer bolha na ponta dos dedos, que a letra se apague, de ficar com dor nas mãos. A vontade é tanta de descrever o que está na mente que os itens acima não tem importância..a dor compensa. (diga-se esta dor, as outras não).

Pensamentos que de tão intensos, sufocam, por vezes me deixam zonza. Dúvidas, perguntas, perguntas sem respostas, outras com resposta feita.O fato da cabeça pensar quase que na velocidade da luz é sinal que o coração está inquieto, mas busca resposta (o quanto antes). Como diria meu conterrâneo Esteban Tavares, "preciso aproveitar o que se passa na minha cabeça", buscando a melhor forma para as coisas acontecerem. Para completar, sou bem meu signo, uma aquariana que quer as coisas para hoje, nunca para o ontem nem para o amanhã. Costumo dizer que passado e futuro não existem, somente o agora. O meu agora é neste instante, bem hoje. O ontem está muito distante e o futuro..quem garante que ele vai chegar? Por isso, não gosto de ficar esperando ver no que vai dar, o hoje é o que - de fato - importa.

Jogar os pensamentos em um teclado pode ser uma forma de eu mesma entender o que estou pensando. Aqui, consigo 'ler meus pensamentos'. Parece redundante, mas não é. Funciona quase como um espelho; consigo sentir o que está me incomodando, o que me deixa sem ar, o que enche minha vida de motivos para cada dia caminhar ainda mais forte.

Jogar os pensamentos em um teclado é uma das provas que sou movida por sentimentos e se estou aqui, é para aprender a lidar com milhões de situações, de pessoas, de palavras, de atitudes. Aprender a conviver com o meu hoje e o hoje dos que fazem da minha vida, um filme com roteiro incerto. Aprender a ser mais corajosa no sentido de não ter medo do que está atrás da cortina do próximo take do meu filme.

Jogar os pensamentos em um teclado requer coragem, mas acima de tudo, algo que só eu sei e que não divido com ninguém. 

12 de julho de 2013

Pequenos gestos.

Sem precisar dizer uma palavra; sem precisar fazer nenhum gesto. Só o olhar, um olhar diz tudo. Tem gente que precisa de palavras, discursos, roteiros prontos para acreditar em alguém. Outras, precisam disso e de provas, não para o mundo, mas para si de que àquela pessoa tem algum tipo de sentimento por ela.

Sem precisar enrolar, embromar, dar a curva, simplesmente olhar. Olhar de carinho, de tesão, de paixão, de algo a mais. O corpo fala, as mãos falam, nossa postura perante quem mexe conosco diz muito, mas o olhar..ah, esse sim..mexe. Sabe por que? Ele não mente. Palavras mentem, bocas mentem, discursos prontos mentem, mas os olhos..na, na. Não é a toa que dizem que eles são a janela da alma (e de fato são).

Citei que o corpo fala e digo aqui que também é uma bela verdade. Estender a mão para alguém; abrir os braços para aconchegar alguém. Quem nunca? Se alguém nunca, não sabe o valor destes gestos que, de novo, são parte de algo chamado cumplicidade. Gesto que pode ser um bilhete por debaixo da porta, outro escondido na carteira. Pode ser um presente que, independente de tamanho e/ou preço, tem um 'valor' inestimável..só o fato de alguém ter lembrado de você em determinada situação é um gesto nobre que engloba tantos sentimentos, mas que o torna uma relíquia.

Estender a mão. Pegar na mão. Abrir os braços, sentir o abraço. Na hora em que o medo aperta, dá-se a mão. Na hora de dizer 'estou aqui', as mãos comprovam pelo toque forte. Para fazer um cafuné, para dar um abano. Para aconchegar o pescoço, para beijar com ternura. O toque suave ou intenso, que diz muito, sem precisar dizer nada.




No último post escrevi sobre o poder de falar. Falar para quem merece ouvir, para quem precisa ouvir. Um desabafo, uma confissão, uma declaração. Ai..como é bom falar..para quem merece ouvir, para quem precisa ouvir. Como é bom o silêncio para quem não merece ouvir a minha fala, para quem não precisa me ouvir. Silêncio que tortura ou acalma, depende do ponto de vista. 

O silêncio de um olhar. O olhar que 'fala' sem precisar de palavras. Palavras que comprovam atitudes. Atitudes como segurar a mão..para nunca mais largar.
  
"Gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram." Machado de Assis

12 de junho de 2013

O filme.

365 dias se passaram e com eles, um filme. Redundância dizer, mas a cada dia criamos um take do nosso filme da vida e estes últimos merecem minha fala, minha escrita, minha demonstração. "Era uma vez" foi um dos textos mais sinceros e emocionantes que compartilhei no meu diário virtual. Digo diário pois em certos momentos, penso que o que escrevo será lido e apreciado apenas por mim, à risca como nos velhos tempos em que ter um 'diário' era o tesouro de qualquer menina. O meu diário virtual tens alguns leitores e confesso que gosto de saber que meus pensamentos, desejos, anseios e semelhantes são compartilhados com algumas pessoas, algumas que conheço; outras que jamais verei, mas que "perdem" alguns minutos de seu dia para ler meus devaneios. 

Nesta segunda-feira todo este filme passou. Congelei algumas cenas, rebobinei outras, as que não gostei, passei rápido e as que marcaram, revi muitas vezes. Há um ano um novo começava e junto, misturaram-se outros 26. Ao rever este filme durante o dia, "senti milhões de sentimentos" e dois em destaque: emoção e orgulho. Este, em especial, por mim, pois conclui muitas etapas em tão pouco tempo. Orgulho por ter "sentido na pele milhões de sentimentos" (dos mais lindos aos mais doloridos) e ter 'segurado a onda'. Achei que ia cair, senti um peso nas costas que achei que não iria resistir. Pois bem, ainda bem que eu 'achei' e bem errado, porque descobri tanta, mas tanta coisa com todos estes que tornaram o meu filme de segunda-feira uma verdadeira 'história de cinema'. Drama, romance, suspense, comédia, todos estes gêneros estiveram no meu filme. 

Ah e ele tem título: 'O mundo gira'. É, ele gira, rodopia, dança. Ele se arruma, se bagunça, se perde, mas no fim, sempre se acha. Uma vez ouvi que para deixarmos a casa arrumada, cheirosa, do nosso jeito, precisávamos virá-la do avesso..colocar as cadeiras em cima da mesa, o sofá fora do lugar, arredar o armário para tirar a poeira que está no canto mais difícil da casa e tudo isso é trabalhoso, tarefa não tão fácil nem prazerosa, mas que no final, quando tudo está no devido lugar, o sentimento de dever cumprido alimenta a alma, porque é nesta hora que nos conhecemos de fato e de direito.

A minha eu sacudi, arredei, comprei alguns móveis, troquei outros, pintei as paredes com cores diferentes, troquei janelas de lugar, fechei portas, mas abri não umas, mas apenas uma nova que me levou para outro lugar e digo: valeu e muito a pena, porque o 'mundo gira'.

O 'Era uma Vez' foi uma explosão de sentimentos; o meu filme também. Segunda outro começou, segunda outro capítulo da minha coletânea teve início. Sentimentos, o que nos move, o que move o mundo. Prova disto é esta parábola. Linda, bela, pura, assim como o dia de hoje que mexe tanto com sentimentos, em especial o último.



"Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da Terra. O ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez que não suportava mais ficar à toa e a LOUCURA, como sempre louca, propôs-lhe:
-Vamos brincar de esconde-esconde?
A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou-lhe:
-Esconde-esconde? Como é isso?
-É um jogo - explicou a LOUCURA - em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem. Quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo.
O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA... A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.
Mas nem todos quiseram participar. A VERDADE preferiu não esconder-se. Para quê, se no final todos a encontravam?
A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não arriscar-se.
-Um, dois, três, quatro... - começou a contar a LOUCURA.

A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre, caiu tropeçando na primeira pedra do caminho. A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que, com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta. A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos: se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE, e assim, acabou escondendo-se em um raio de sol.
O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início, ventilado, cômodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e o DESEJO, no centro dos vulcões. O ESQUECIMENTO, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é importante. Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999,o AMOR não havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e,carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores.
- Um milhão - terminou a LOUCURA, e começou a busca.

A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus no céu sobre zoologia. Sentiu-se vibrar o DESEJO nos vulcões. Em um descuido encontrou a INVEJA, e, claro, pôde deduzir onde estava o TRIUNFO.EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.

De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e, ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem se decidir de que lado esconder-se.E assim foi encontrando todos. O TALENTO, entre a erva fresca; a ANGÚSTIA, em uma cova escura; a MENTIRA, atrás do arco-íris (não, mentira, ela estava no fundo do oceano); e até o ESQUECIMENTO, pra quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde.
Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local. A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, embaixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas. Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.
A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se. Chorou, orou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia. Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na Terra, O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha." 

1 de junho de 2013

É agora. E agora?



A hora de falar é sempre agora. A hora de fazer é sempre agora. Frejat diz que “quer agora e quer pra sempre.” É bem por aí que as coisas andam no meu mundo. Andam depressa e totalmente no seu ritmo. Danço conforme a música e gosto muito do ritmo, estilo, jeito e nome que ela tem. A hora de agir é sempre àquela que só nós sabemos e sabemos como ninguém. Conselhos são super válidos, ainda mais vindos de quem gostamos/confiamos e vice-versa.

A hora de caminhar é agora, é sempre agora. Coisa boa é saber que não sei o que vem ali, o que está na esquina. Bom mesmo é saber que o agora, é só meu. O momento, é todinho meu. Narcisa por um instante, mas é assim que as coisas vem se moldando e confesso: estou adorando.

Acredito que ser Narcisa neste instante da minha vida não é egoísmo, ego cheio, nada disso..é apenas a forma que encontrei de me sentir mais livre, de deixar certas coisas ali..é, ali. Jamais na estante, mas ali em um local que sei que é o agora que está me permitindo deixá-lo lá.


23 de março de 2013

Músicas da moda.

 O mundo gira. Modas vão e vem. Pessoas vão e vem. Músicas vão, vem e ficam. Aquilo que é bom fica, como qualquer coisa nesta vida. Músicos vão, vem e ficam. Música é poesia contada em forma de canção, de acordes, de batuques, de dedilhados. Música da moda até tem seu espaço, mas não perdura, assim como pessoas. Pessoas da 'moda' passam, escritos da moda fazem sucesso, mas passam.

Ainda bem que algumas coisas boas ficam. Modas, pessoas, músicas, músicos. A poesia quando é sincera, fica, marca, mexe. Simples e sincero. Rápido e direto. Aos que acreditam, vale a leitura. Aos que não, vale o som. Composição de um mestre da música popular brasileira. É Chico, me rendo ao teu 'dueto'.

Música que virou moda, pelo menos no meu playlist.

"Consta nos astros, nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais
Serás o meu amor, serás a minha paz
Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar

Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz

Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela
Está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis
Consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca"